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  • Estou enfrentando um problema de cyberbullying. Devo denunciar?

    / Institucional / Comportamento Online / Por julianacunha / 4 anos 2 semanas atrás

    Você sabia que ciberbullying pode ser denunciado e os agressores punidos quando provado ato infracional? Mas a maioria dos casos pode ser solucionado de forma mais simples, com a mediação dos conflitos ou com a remoção do conteúdo que prejudica alguém. As principais redes sociais já possuem ferramentas para denúncia e remoção de conteúdos que se enquadram nessa categoria. É simples e fácil, veja o passo a passo no  FacebookInstagramYouTube e Twitter.

    Quando não há possibilidade de identificar o agressor e/ou não há espaço para resolver de forma mediada e preventiva, o caso pode ser comunicado ao Conselho Tutelar, ao Ministério Público ou à delegacia de polícia quando houver atos infracionais, como agressão moral ou física.

    É importante gravar todas as mensagens e imagens ofensivas recebidas e bloquear os contatos. A vítima ou responsável legal deve fazer um boletim de ocorrência com as provas - mensagens, fotos, e-mail, n° celular da origem das agressões, endereço das páginas, perfis e publicações - para que se iniciem as investigações. Escola, família e testemunhas são corresponsáveis e podem ser responsabilizadas por omissão caso negligenciem os sinais e as consequências do ciberbullying.

    Quando os envolvidos são maiores de idade, os casos podem ser enquadrados no Código Penal. Adolescentes acima de 12 anos respondem pelo ato infracional equivalente aos crimes previstos em lei.  Entenda as diferenças entre os tipos de crime que podem estar relacionados ao Ciberbullying no quadro abaixo. 

    Vale lembrar que existe ainda o crime de racismo e de injúria racial quando o Ciberbullying envolve discriminação racial. Confira aqui uma explicação sobre a diferença entre Racismo e Injúria Racial.

  • Infográfico: como denunciar sextorsão?

    / Indicadores / Comportamento Online / Por rodrigonejm / 1 ano 4 meses atrás

  • Cinco dicas para buscar mais empatia e diálogo na internet

    / Institucional / Comportamento Online / Por julianaalencar / 6 meses 1 semana atrás

    Criar um ambiente na internet mais positivo e seguro é um caminho para prevenir casos de violência como o bullying nas redes e fora dela. Todo mundo pode fazer sua parte. Veja cinco dicas para transformar a internet em um espaço de diálogos saudáveis. 

    1. ESCUTE - Quando você ouvir algo com qual não concorde, escute e busque compreender o contexto da mensagem. Esteja aberto para o contraditório.  

    2. MANTENHA UMA CONVERSA RESPEITOSA - Não critique pessoas, critique argumentos. Se atenha às ideias e discuta sempre em cima do conteúdo.

    3. ACEITE DISCORDÂNCIAS -  Tudo bem haver diferentes pontos de vista, desde que eles não desrespeitem a dignidade de ninguém. As pessoas podem ter visões de mundo diferentes, mas lembre-se sempre que isso não dá o direito a ninguém de falar coisas que agridam outras pessoas.

    4. EVITE CONFRONTO - Muitas vezes as discussões acontecem porque a outra pessoa quer te tirar do sério, causar uma briga ou criar uma polêmica. Quando você estiver em um diálogo, avalie se vale a pena insistir na discussão.

    5. SEJA UM BOM EXEMPLO - A internet está cheia de exemplos de empatia e diálogo, inspire-se neles e mostre que você também se importa em tornar uma internet um lugar melhor para todo mundo.

     

  • Nota sobre ataque na escola em Suzano

    / / Comportamento Online / Por rodrigonejm / 7 meses 1 dia atrás

    Estudos da The American Psychological Association apontam que a busca pela notoriedade e pela fama é uma das motivações mais recorrentes dos assassinos que promovem massacres. Assim, quando a imprensa decide concentrar seus esforços em vasculhar a vida do criminoso e especular sobre suas intenções, ela está exatamente garantindo a visibilidade que o assassino normalmente busca. E não importa que ele tenha ideação suicida ou seja morto. Outro ponto crítico é mostrar os nomes dos grupos, sites, anotações, livros e demais materiais usados no planejamento dos ataques. Mostrar os detalhes sobre como acessar os conteúdos e fóruns de apologia à violência tem efeito tutorial e muito prejudicial.

    A exposição massiva na imprensa é o troféu para grupos que estimulam ataques violentos na internet. E é também a chancela do legado de vida do criminoso. Assim, forma-se um círculo vicioso. Sites de projetos que defendem uma mudança na forma de relatar crimes como assassinatos em série, como o No Notoriety e oDon't Name Them, explicam bem como essa lógica funciona.
    Sabemos que para um jornalista pode ser muito sedutor tentar desvendar a cabeça de um assassino em massa. Também concordamos que há uma curiosidade da audiência por detalhes de crimes bárbaros. Mas por trás de uma tragédia como Suzano há mais do que criminosos. Há vítimas que tiveram suas vidas ceifadas. Há os heróis e heroínas que evitaram que o massacre fosse ainda maior. Por que não se concentrar nessas histórias?

    Pais e educadores também têm um papel importante. Destacamos algumas orientações e informações para concentrarmos a atenção neste momento tão triste:
    Não há um perfil definido para os atiradores

    • Em geral, há preparação e sinais prévios;
    • As motivações são plurais e não determinadas por um único fator/episódio/aspecto isolado. Bullying, jogos violentos, grupos on-line, conflitos interpessoais e a "deep web" não transformam ninguém em um assassino, mas podem influenciar comportamentos e estimular radicalização;

    Fique atento aos sinais de alerta em casa e na escola

    • Reações extremas e comportamentos agressivos repentinos em situações pontuais podem ser sinal de dificuldade de regulação emocional e controle da raiva;

    • Isolamento social, desconexão repentina com atividades escolares, mudança nos hábitos de sono e alimentação;

    • Expressão de sentimento de perseguição e verbalização de planos de vingança (nas conversas na escola ou na Internet);

    • Fascinação e obsessão por armas, publicações de fotos e vídeos com exaltação do uso de armas;

    • Pesquisas excessivas na Internet sobre ataques, tragédias e conteúdos de apologia à violência;

    • Glorificação de ataques e de atiradores;

    A tecnologia sozinha não tem culpa

    • O uso da criptografia é importante para garantir o direito à privacidade e a livre comunicação. Para o combate a crimes na internet e na chamada deep web, deve-se fortalecer mecanismos de investigação e a cooperação internacional entre autoridades.

    Prevenir para proteger

    • Alunos precisam ser educados para diferenciar zoeira de discriminação, intimidação e humilhação. Isso não é "mimimi", é cultura de respeito e cidadania;

    • Investir em educação socioemocional é uma forma de investir em relações sociais mais saudáveis, logo mais seguras;

    • Ações de acolhimento e valorização da diversidade ajudam a construir ambientes mais saudáveis;

    • Crianças e adolescentes precisam de apoio para aprender a expressar suas emoções e sentimentos.

    • É preciso garantir o cuidado com a saúde mental e emocional também dos educadores e profissionais das escolas;

    • Capacitar professores e oferecer recursos para implementação de ações de promoção de convivência pacífica como preconizado pela Lei 13.185/2015 e na própria LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação);

    • Estimular iniciativas de resolução pacífica de conflitos fortalece a solidariedade no contexto da escola.

    Se for o caso, denuncie

    • Crimes de incitação à violência na Internet? Acesse
      www.denuncie.org.br

    • Crimes de incitação à violência fora da Internet? Acesse a Sala do Cidadão do MPF
      www.mpf.mp.br/sac

    As redes sociais e as principais plataformas online não permitem publicação de conteúdos de apologia à violência com ameaças a alvos ou planejamento de ataques. Denuncie postagens suspeitas.

    Facebook
    Youtube
    Instagram

    Após tragédias como a de Suzano é muito importante criar espaços seguros para acolher o sofrimento dos sobreviventes e dos familiares. Que o triste episódio estimule a criação de mais iniciativas de promoção da cultura de paz.

    Atualizada em 16/03/2019

  • Alerta sobre vídeos da "MOMO"

    / / Comportamento Online / Por rodrigonejm / 7 meses 1 dia atrás

    Em agosto de 2018, a SaferNet Brasil publicou um artigo no site com orientações para pais e educadores sobre o suposto desafio que colocava em risco a segurança de crianças e adolescentes. O assunto voltou recentemente à imprensa no Brasil quando um veículo de comunicação publicou o relato de uma família que denunciava que o conteúdo impróprio e ofensivo teria aparecido em meio a um vídeo destinado ao público infantil, no YouTube Kids.

    É preciso cautela. No último dia 28 de fevereiro, informações da agência de checagem de notícias Snopes apontaram para o ressurgimento da campanha de desinformação em torno da "Momo", associando-a ao suicídio de crianças. A reportagem contestava informações originalmente publicadas em um veículo de imprensa nos Estados Unidos. Uma narrativa semelhante foi reproduzida nas recentes reportagens publicadas a partir da denúncia da família no Brasil. Até esse momento, os vídeos que continham o personagem só apareciam em correntes no Whats App, sem nenhuma evidência de que tais conteúdos estivessem disponíveis no YouTube ou no aplicativo YouTube Kids.  

    Aja com responsabilidade. Caso receba conteúdos, fotos ou vídeos que sejam uma ameaça à segurança de crianças e adolescentes de números desconhecidos, bloqueie o contato no WhatsApp.Caso o material tenha sido publicado em um grupo que você faça parte ou de um número de um conhecido, evite repassar a informação sem checar a origem. Desconfie sempre de correntes alarmistas no WhatsApp. Elas causam o efeito reverso, aumentando a curiosidade sobre o conteúdo e, consequentemente, sua busca. Também jamais exiba esse tipo de conteúdo para crianças e adolescentes. Pais e educadores podem e devem alertar sobre a existência de vídeos e notícias perigosas na internet, mas abrindo a possibilidade para um diálogo: crianças e adolescentes devem se sentir seguros para compartilhar e conversar com os responsáveis caso sejam impactados por conteúdos violentos.

    Por fim, denuncie qualquer material que seja uma ameaça à segurança de crianças e adolescentes. A SaferNet mantém um canal de denúncias anônimas para crimes cibernéticos. As próprias redes sociais também têm ferramentas para denúncias de conteúdos impróprios.

    Facebook

    Youtube

    Instagram

    Twitter

    A Safernet também possui um canal de ajuda para orientar pais e responsáveis sobre como proceder em situações semelhantes.

    Casos como esse reforçam a importância de apoiarmos iniciativas de combate à desinformação na internet, necessárias para a construção de uma Internet mais segura e cidadã.

    Equipe SaferNet Brasil
    Atualizado em 18/03/2019

  • Helpline Brasil: Como Buscar Ajuda com Violações na Internet

    / Atendimento / Comportamento Online / Por admin / 1 ano 6 meses atrás