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  • Como denunciar para remover Imagens de crianças publicadas sem autorização

    / / Comportamento Online / Por admin / 6 dias 14 horas atrás

    Com isso, elaboramos esse passo a passo sobre como denunciar em diferentes redes sociais caso alguma imagem do/a seu/sua filho/a seja publicada sem autorização:

    INSTAGRAM:

    - Acesse o link https://bit.ly/3tRhvqK e clique na opção foto;

    - Em seguida, insira o link onde a imagem foi publicada sem a sua autorização;

    - Você irá informar no próximo passo quem aparece na foto que você está denunciando;

    - Neste caso, clique na opção "Um menor de idade (sou pai, mãe ou responsável dele)";

    - Informe se a criança tem 13 anos ou menos;

    - Em seguida, informe o endereço de e-mail;

    - Por fim, descreva detalhadamente como a foto está violando a privacidade de seu filho.

    FACEBOOK:

    - Acesse o link https://www.facebook.com/help/contact/144059062408922 e clique na opção foto;

    - Em seguida, informe qual tipo de foto você está tentando denunciar (foto do perfil ou outra foto);

    - No próximo passo informe que você mora fora dos EUA;

    - Depois, clique na opção que tem uma URL para denunciar (link onde está a imagem);

    - Na próxima pergunta, clique na opção "A privacidade do(a) meu/minha filho(a)"

    - Informe se a criança tem 13 anos ou menos;

    - Em seguida, insira o link onde a imagem foi publicada sem a sua autorização;

    - Depois, informe seu nome, sobrenome e endereço de e-mail;

    - E clique na mensagem final e em seguida, enviar.

    TIKTOK:

    - Acesse o link https://www.tiktok.com/legal/report/feedback;

    - Informe seu endereço de e-mail e nome do usuário;

    - Na opção "Tópico", selecione "Denunciar um usuário menor de idade";

    - Em seguida, na seção "Conte mais", clique na opção "sou mãe/pai ou responsável legal"

    - Depois, insira em informações do usuário menor de idade "Seu nome de usuário" (nome da conta onde a imagem da criança foi divulgada);

    - Por fim, em "Como podemos ajudar?", descreva detalhadamente que não houve autorização para o compartilhamento da imagem da criança através do perfil denunciado.

    - Você pode enviar até 10 capturas de tela para compartilhar detalhes relacionados ao seu feedback.

    - Clique nas mensagens ao final da página (declaração), e em seguida, enviar.

    TWITTER:

    - Acesse o link https://help.twitter.com/pt/forms/privacy/request-account-info;

    - Em "como podemos ajudar" selecione a opção "estou solicitando informações sobre uma conta do Twitter".

    - Em seguida, em "As informações da conta do Twitter pertencem à (obrigatório)", clique em "Alguém que eu tenho autorização para representar";

    - Informe seu nome completo (obrigatório);

    - Nome da pessoa a quem você representa (obrigatório);

    - Relacionamento com usuário (obrigatório), informe a opção "Responsável/Guardião Legal";

    - Depois, informe o Nome de usuário da pessoa a quem você representa no Twitter (obrigatório);

    - O endereço de e-mail associado com a conta do Twitter da pessoa que você representa (obrigatório);

    - País de residência (obrigatório);

    - Na seção onde pede para selecionar quais informações específicas você está solicitando (obrigatório), clique em "Outros" e descreva que a imagem do seu filho está sendo utilizada sem a sua autorização pelo perfil indicado.

    - Em seguida, anexar algum documento da criança e seu que confirme que você é a pessoa responsável;

    - Sua assinatura (obrigatório);

    - E clique na mensagem final e em seguida, enviar.

    Ainda que os pais decidam por compartilhar imagens de crianças, valem alguns cuidados:

    - Configurar a publicação para que apenas familiares e melhores amigos visualizem, basta escolher essa opção antes de clicar em publicar;

    - Avalie sobre a possibilidade de compartilhar imagens através de mensageiros instantâneos ou programas de videoconferência com familiares e pessoas do convívio próximo, pois, nesses ambientes apenas é possível enviar conteúdos diretamente para usuários de suas próprias listas.

    - É muito importante que os pais sempre reflitam sobre o fato de que, daqui a alguns anos, seus filhos podem ter essas imagens expostas e não se sentirem confortáveis com isso, pense antes de publicar ou compartilhar.

    Caso precise de mais informações e apoio, acesse www.canaldeajuda.org.br, estamos disponíveis para orientá-lo/la através de chat, e-mail e messenger!

    Link com informações sobre Políticas e regras relacionadas com a privacidade de crianças e adolescentes no Facebook:
    https://www.facebook.com/privacy/guide/teens

    Link com informações sobre Políticas e regras relacionadas com a privacidade de crianças e adolescentes no Instagram:
    https://about.instagram.com/pt-br/safety

    Link com informações sobre Políticas e regras relacionadas com a privacidade de crianças e adolescentes no Tiktok:
    https://support.tiktok.com/pt_BR/account-and-privacy/account-privacy-settings/privacy-and-safety-settings-for-users-under-age-18

    Links com informações sobre Políticas e regras relacionadas com a privacidade de crianças e adolescentes no Twitter:
    https://help.twitter.com/pt/safety-and-security

    Safernet Brasil

  • Denúncias de imagens de abuso sexual contra crianças e adolescentes aumentam 9% em 2022, aponta Safernet

    / / Crimes na Web / Por admin / 1 semana 6 dias atrás
    O total de denúncias de “pornografia infantil” recebido entre janeiro e outubro de 2022, pela Central Nacional de Denúncias ( www.denuncie.org.br ), mantida pela ONG Safernet, aumentou 9% em relação ao mesmo período do ano passado.  Entre 1º de janeiro e 31 de outubro de 2022, a Safernet recebeu 96423 denúncias de pornografia infantil contra 88457 no mesmo período do ano anterior. 

    O total de denúncias de “pornografia infantil” recebido entre janeiro e outubro de 2022, pela Central Nacional de Denúncias ( www.denuncie.org.br ), mantida pela ONG Safernet, aumentou 9% em relação ao mesmo período do ano passado. 

    Entre 1º de janeiro e 31 de outubro de 2022, a Safernet recebeu 96423 denúncias de pornografia infantil contra 88457 no mesmo período do ano anterior. 

    A Safernet está divulgando os dados neste mês de novembro para chamar a atenção para o Dia Mundial de Prevenção e Reparação ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil que deve ser celebrado anualmente dia 18 de novembro. A data foi estabelecida pela Assembleia Geral da ONU no último dia 7 de novembro, ao aprovar a resolução proposta pelos governos de Serra Leoa e Nigéria.

    Segundo o fundo End Violence Against Children (Fim da Violência contra As Crianças), uma parceria global lançada pelo secretário geral da ONU em 2016, a data, cuja hashtag será#Nov18WorldDay , apresenta uma oportunidade de “reconhecer a terrível magnitude da violência sexual contra crianças, ampliar o apoio aos sobreviventes e convocar coletivamente lideranças em todos os lugares para se comprometerem com mudanças duradouras em todo o mundo”.

    Desde sua fundação, em 2005, a Safernet promove o combate ao abuso e à exploração sexual infantil na internet e desde 2006 mantém a Central Nacional de Denúncias, que tem parceria com o Ministério Público Federal e outras autoridades. 

    Desde 2011, as denúncias de pornografia infantil não ultrapassavam 90 mil por ano. Contudo, ao longo de todo o ano de 2020 a central recebeu mais de 98 mil denúncias e, em 2021, mais de 101 mil denúncias. O total de denúncias de 2022 será divulgado em fevereiro de 2023, durante o Dia Mundial da Internet Segura. 

    1 em cada 8 sofreram abuso

    Segundo o End Violence, um em cada oito adultos relatam terem sofrido abuso sexual quando crianças. O fundo global financia projetos pelo mundo que usam inovação e criatividade no combate ao abuso e à exploração sexual infantil. 

    Em maio deste ano, a iniciativa Safe Online da End Violence anunciou que o projeto D.I.S.C.O.V.E.R, da Safernet, foi um dos 18 contemplados com recursos pelos próximos dois anos. Foi a primeira vez que uma organização brasileira foi escolhida. 

    O projeto D.I.S.C.O.V.E.R., facilitará o acesso gratuito a pesquisadores e desenvolvedores a dados inéditos sobre violência e exploração de crianças e adolescentes na internet, provenientes do Canal de Denúncias em Crimes Cibernéticos (CND - www.denuncie.org.br ), mantido pela Safernet desde 2006. 

    O acesso aos dados, em ambiente seguro e controlado, permitirá que pesquisadores, universidades, institutos de pesquisa e parceiros selecionados tenham mais capacidade para desenvolver pesquisas e novas tecnologias para a prevenção e o combate ao abuso sexual infantil online. 

    O D.I.S.C.O.V.E.R. terá três etapas. Na primeira delas será desenvolvida uma API segura (interface de conexão entre programas), que permitirá acesso controlado a um conjunto de dados com curadoria de textos, metadados e palavras-chave, coletados a partir de páginas denunciadas com conteúdos de violência e exploração sexual online. Simultâneamente, o projeto terá também uma sandbox (ambiente de testes) para desenvolvedores. Por fim, a SaferNet organizará uma hackaton (maratona de desenvolvimento) nacional para engajar comunidades de desenvolvedores para a criação de soluções inovadoras para o combate de violência sexual online.

    O projeto terá a duração de dois anos e a expectativa é de que possa promover o fortalecimento das estratégias de prevenção e combate à violência e exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil e em outros países de língua portuguesa, preenchendo a lacuna da falta de conjuntos de dados de qualidade sobre esses crimes na língua portuguesa. 

    A Safernet não usará mais a expressão “pornografia infantil”

    Mundialmente é recomendado que a expressão “pornografia infantil” seja substituída por “imagens de abuso e exploração sexual infantil” ou “imagens de abusos contra crianças”. A partir das divulgações relacionadas a este primeiro 18 de novembro, a Safernet não usará mais a expressão em suas novas publicações. 

    A pornografia legalizada pressupõe a participação livre e voluntária dos atores ou pessoas maiores de idade filmadas ou fotografadas em atos sexuais consensuais. 

    A imagem de nudez e sexo envolvendo uma criança ou adolescente, por definição, não é consensual. Logo, não se trata de pornografia, mas de imagens de crianças e adolescentes sendo sexualmente abusadas e exploradas. 

    A organização inglesa Internet Watch Foundation, por exemplo, fez campanha contra o uso da expressão “pornografia infantil”. “Pornografia infantil implicaria consentimento, mas crianças não podem ser cúmplices do próprio abuso”, afirma a entidade. 

    O uso da expressão pornografia pressupõe também o consumo passivo do conteúdo, o que diminui a percepção da gravidade da posse e distribuição desse conteúdo. A Safernet adverte que quem consome esse tipo de imagens é cúmplice do abuso e da exploração sexual infantil. 

    No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê como crime vender ou expor fotos e vídeos cenas de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes. Também é crime a divulgação dessas imagens por qualquer meio e a posse de arquivos desse tipo. 

    É possível realizar denúncias de páginas que contenham imagens de Abuso e Exploração Sexual de crianças e adolescentes na Central Nacional de Denúncias da Safernet Brasil. Em caso de suspeita de violência sexual contra crianças ou adolescentes, deve ser acionado o Disque 100.

    Mais informações:

    Marcelo Oliveira

    Assessor de Imprensa

    Safernet Brasil

    11-98100-9521 

  • Xenofobia, intolerância religiosa e misoginia foram os crimes denunciados à Safernet que mais cresceram nas eleições

    / / / Por admin / 3 semanas 6 horas atrás
    Os crimes de xenofobia (ódio a imigrantes estrangeiros ou pessoas de outras regiões do país), intolerância religiosa e misoginia (aversão ou incitação ao ódio às mulheres) foram os três crimes de ódio cujas denúncias lideraram o aumento global de 39,3% no total de denúncias de discurso de ódio na internet registrados pela Safernet, organização não governamental que mantém uma central nacional para denunciar crimes contra os direitos humanos na web.  Xenofobia teve um aumento de 821% em relação à 2021, já intolerância religiosa teve crescimento de 522% e misoginia, de 184%. 

    Os crimes de xenofobia (ódio a imigrantes estrangeiros ou pessoas de outras regiões do país), intolerância religiosa e misoginia (aversão ou incitação ao ódio às mulheres) foram os três crimes de ódio cujas denúncias lideraram o aumento global de 39,3% no total de denúncias de discurso de ódio na internet registrados pela Safernet, organização não governamental que mantém uma central nacional para denunciar crimes contra os direitos humanos na web. 

    Xenofobia teve um aumento de 821% em relação à 2021, já intolerância religiosa teve crescimento de 522% e misoginia, de 184%. 

    Entre 1º de janeiro de 2022 e 31 de outubro de 2022, a Safernet recebeu 54888 denúncias, 39,3% a mais que as 39379 recebidas no mesmo período do ano passado. 

    Este é o terceiro ano eleitoral consecutivo (2018, 2020 e 2022) em que a Safernet detecta nos dados da central nacional de denúncias um crescimento constante e praticamente uniforme nos crimes de ódio denunciados à central em relação aos anos ímpares, em que não há eleições. 

    São 7 os crimes de discurso de ódio na internet denunciados à Safernet. Além de xenofobia, intolerância religiosa e misoginia, a ONG também recebe denúncias de apologia a crimes contra a vida, LGBTQIA+fobia, neonazismo e racismo. Desses 7 crimes, apenas as denúncias de neonazismo não acompanharam o crescimento registrado em anos eleitorais anteriores. Isto se deve à explosão de denúncias de neonazismo no Brasil em 2021, motivada principalmente por uma fala neonazista de um apresentador de podcast e por um gesto supremacista de um comentarista de TV, além da intensa cobertura jornalística sobre o crescimento do neonazismo no Brasil. 

    Dos 7 crimes de ódio denunciados à Safernet, 5 já superaram no último dia 31/10 o total de denúncias recebidas pela Safernet ao longo de todo o ano de 2021: apologia a crimes contra a vida, LGBTQIA+fobia, xenofobia, intolerância religiosa e misoginia. 

    Três dos indicadores registrados até 31/10/2022 já superaram o total de denúncias recebidas em 2018, que já foi uma eleição hiperpolarizada: LGBTQIA+fobia, misoginia e intolerância. 

    Com relação às denúncias recebidas nos finais de semana de votação, o segundo turno teve mais que o dobro de denúncias: foram 1480 denúncias nos dias 29, 30 e 31 de outubro, contra 656 recebidas nos dias 1, 2 e 3 de outubro _ um aumento de 125,6%. 

    Crescimento do discurso de ódio nas eleições

    Para a Safernet, os indicadores da Central de Denúncias apontam que as eleições são como um gatilho para o avanço do discurso de ódio. Os picos de denúncias crescem em anos eleitorais, se transformando em uma poderosa plataforma política para atrair a atenção da audiência e dar visibilidade e notoriedade aos emissores. 

    Neste mês de outubro, mais uma vez, o descontentamento com o resultado das eleições, em especial com a ampla votação de Lula no Nordeste, levou novamente a uma explosão de denúncias de xenofobia, fato que já havia sido registrado em 2014, quando Dilma Rousseff venceu Aécio Neves e em 2018 quando a região deu boa votação à Haddad em relação à Bolsonaro. 

    Confira os dados completos aqui:

    https://docs.google.com/spreadsheets/d/1UXTafDanz6hszfAFbOmnO5dxsd6_cMX1Mi7OimdjtWU/edit#gid=0 

    Diversidade contra a barbárie

    Para a Safernet, a repressão penal aos crimes de ódio deve ser acompanhada de ações que promovam a diversidade. 

    “As eleições tornaram-se um campo fértil para o crescimento do discurso de ódio, que se alimenta de preconceitos já enraizados no imaginário das pessoas. O melhor antídoto contra o discurso de ódio é informação e diálogo, enquanto não formos capazes de escutar e compreender a realidade de quem é diferente de nós, dificilmente vamos conseguir conviver respeitando as diferenças. Por isso a Safernet lançou este ano a segunda edição do SaferLab, apoiando jovens criadores de conteúdo de diferentes regiões do Brasil para produzir contranarrativas que gerem empatia com grupos que historicamente são alvos de discriminação e sensibilizem parte da audiência para serem aliadas na defesa de direitos humanos na Internet”, afirma Juliana Cunha, diretora de projetos especiais da Safernet, responsável pelo projeto. 

    Além da Central Nacional de Denúncias, que mantém cooperação com autoridades como o Ministério Público Federal, a Safernet realiza ações educacionais, visando a prevenção de crimes e a educação sobre o uso cidadão da internet. 

    O SaferLab é um laboratório de ideias que apoia o protagonismo jovem na criação de conteúdos sobre direitos humanos para tornar a internet um lugar melhor - com mais diálogo e respeito à diversidade. Oito jovens criadores das cinco regiões do país têm recebido mentorias, workshops e bolsas para criar contranarrativas ao discurso de ódio. 

    Contranarrativas são histórias que se opõem ou desmontam um senso predominante. São maneiras de se opor e desconstruir narrativas comuns de discriminação e intolerância, mas vão além e têm uma abordagem propositiva, propondo o diálogo, a igualdade, o respeito às diferenças e a liberdade. Isso pode ser feito com fatos, dados, humor, sensibilidade e outras atitudes que promovam experimentar diferentes pontos de vista. Provocar empatia pelos grupos discriminados é um dos objetivos.

    Neste ano de 2022, um dos produtos desenvolvidos pelo Saferlab foi a cartilha Eleições sem Ódio

    Sobre a Safernet

    A Safernet é a primeira ONG do Brasil a estabelecer uma abordagem multissetorial para proteger os Direitos Humanos no ambiente digital. Fundada em 2005. A Safernet criou e mantém a Central Nacional de Denúncias de Violações contra Direitos Humanos (Hotline)  ( https://new.safernet.org.br/denuncie ), o Canal Nacional de Apoio e Orientação sobre Segurança na Internet (Helpline) ( https://new.safernet.org.br/helpline ) e ações de conscientização sobre uso cidadão da Internet. São 16 anos de experiência na entrega de projetos inovadores com enorme impacto social, incluindo programas de capacitação para educadores, adolescentes, jovens e formuladores de políticas públicas no Brasil.  Desde 2009, a Safernet coordena o Dia Mundial da Internet Segura no Brasil e, em 2013, a SaferNet foi homenageada com o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, concedido pela Presidência da República do Brasil. Mais informações: https://www.safernet.org.br/ 

    Safernet Brasil

    Assessoria de Imprensa

    11-98100-9521

    Marcelo Oliveira

  • Prorrogadas as inscrições do Educathon Cidadão Digital, maratona premiada sobre uso seguro de tecnologias

    / / Comportamento Online / Por admin / 3 semanas 2 dias atrás

    Respeito e empatia nas redes, desinformação, privacidade e bem-estar digital são alguns dos temas do Educathon Cidadão Digital 2022, maratona que convida adolescentes a impactar suas escolas e pensar no uso seguro das tecnologias através de vídeos, podcasts, eventos, gincanas e outras ações criativas. As inscrições são gratuitas e foram prorrogadas até 10 de novembro (quinta-feira), às 14h (horário de Brasília). 

    Dados de 2021 do Canal de Ajuda, plataforma da ONG Safernet Brasil que ajuda vítimas de violência online, mostram que problemas com dados pessoais, exposição de imagens íntimas, fraudes, saúde mental e cyberbullying são os principais tópicos de preocupação para adolescentes online hoje. E segundo a pesquisa TIC Kids Online 2021, 44% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos viram alguém ser discriminado na Internet no último ano, o que mostra a importância de educar para prevenir.

    A ONG Safernet Brasil é responsável por realizar a maratona, que conta com apoio da Meta. No ano passado, foram mais de 100 adolescentes finalistas em 15 estados diferentes. A maratona faz parte do Cidadão Digital, que desde 2020 já impactou mais de 150 mil adolescentes e jovens e 66 mil educadores de todo o país com ações educativas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular. Veja mais aqui

    No Educathon, adolescentes de 13 a 18 anos (anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio) podem se inscrever online gratuitamente em equipes de 3 a 5 pessoas. Na inscrição, as equipes devem contar quais temas de cidadania digital mais lhes interessam e que tipos de ações gostariam de fazer. Além disso, é necessário que um educador ou educadora da escola fique responsável pela equipe. Após as inscrições, as equipes selecionadas receberão mentoria online da equipe do Cidadão Digital e terão 3 semanas, em novembro de 2022, para planejar e executar as ações nas escolas ou comunidades.

    “Com o Educathon, a Safernet Brasil procura estimular o protagonismo de adolescentes na educação por um uso mais seguro, ético, positivo e responsável das tecnologias. Ao mobilizar outros adolescentes, professores, famílias e a própria comunidade, acreditamos que esses jovens líderes podem se tornar mais críticos sobre sua vida online e desenvolver habilidades de segurança digital e educação midiática que são essenciais hoje”, afirma Guilherme Alves, gerente de projetos da Safernet Brasil e coordenador do Cidadão Digital.

    Até 10 equipes serão premiadas: 

    1º lugar: R$ 800 para cada participante + vídeo de divulgação

    2º lugar: R$ 600 para cada participante

    3º lugar: R$ 400 para cada participante

    4º e 5º lugar: R$ 300 para cada participante

    6° a 10° lugar: R$ 100 para cada participante 

    Confira o cronograma:

    10/11: último dia de inscrição (14h, horário de Brasília)

    11/11: anúncio das equipes selecionadas

    14/11: encontro online de boas-vindas

    14 a 25/11: período de planejamento das ações

    28/11 a 02/12: período de execução das ações

    06/12: prazo de submissão da ação para avaliação

    07/12: encontro online de compartilhamento da experiência

    12/12: anúncio das equipes premiadas 

    As inscrições são exclusivamente através do site https://cidadaodigital.org.br/educathon

    Mais informações:

    Marcelo Oliveira - Assessor de Imprensa (11 98100-9521)

    Guilherme Alves - Gerente de Projetos (guilherme@safernet.org.br )

  • Criadores da eletiva de cidadania digital desejam sua expansão para todo o país

    / / Comportamento Online / Por admin / 1 mês 3 semanas atrás

    A eletiva foi o resultado de uma colaboração entre os governos do Brasil e do Reino Unido, apoiada por especialistas em Educação e Direitos Humanos na internet no Brasil: a Safernet. A disciplina possui 40 horas de aulas e materiais de apoio sobre temas de segurança digital, relações online seguras, bem-estar online e saúde emocional.

    Após disponibilizar esses recursos para escolas da Bahia, Pernambuco e Distrito Federal em setembro, a equipe já sabe o que precisa vir a seguir.

    Rodrigo Nejm, Diretor de Educação da Safernet, disse: “Temos muita coisa a ser feita na área de comunicação. Temos mais de 24 estados com os quais precisamos conversar sobre como colocar a disciplina em seu currículo. Queremos incentivar os tomadores de decisão a fazerem disso parte do currículo básico, não apenas um extra opcional.”

    “Precisamos continuar atualizando os materiais nos planos de aula porque temas como cidadania digital estão em constante evolução. Queremos estimular o uso de recursos que engajam mais dentro do ambiente de sala de aula, ampliando espaços de fala e participação dos estudantes. E, com o tempo, queremos incentivar os estudantes que concluíram a disciplina a manterem o engajamento com intervenções e disseminação dos aprendizados, transmitindo o que aprenderam. É uma lista de desejos bastante longa – com muito ainda a ser feito. O lançamento da eletiva para os três estados foi só o começo.”

    Justificativa

    A justificativa para criação de uma eletiva sobre o tema nunca foi colocada em dúvida. A pesquisa TIC Kids Online 2021 - de âmbito nacional - mostrou que 32% dos jovens de 15 a 17 anos se arrependeram de postar algo online e, posteriormente, apagaram. Pouco mais da metade afirma ter experimentado situações online que os incomodaram, enquanto 63% dizem ter visto alguém sendo discriminado online. O Canal de Ajuda operado pela Safernet recebe centenas de consultas de adolescentes que exigem conselhos sobre qualquer assunto, desde questões relacionadas à privacidade e dados pessoais até abusos de imagens íntimas, fraudes e cyberbullying.

    “93% das crianças brasileiras entre 9 e 17 anos estão online”, continuou Rodrigo. “Tendemos a pensar que os adolescentes, em particular, estão bem preparados para lidar com esses problemas, simplesmente porque usam a internet desde cedo. Esse é um equívoco perigoso.”

    “A realidade é que não temos uma cultura forte de cibersegurança ou cidadania digital. Há uma sensação de que você pode fazer o que quiser online; que não existem leis ou regulamentos quando, efetivamente, existem. As escolas precisam se tornar o principal ponto focal para corrigir esses equívocos. Isso é duplamente importante quando você percebe que os próprios responsáveis procuram seus filhos para fornecer orientação de segurança digital e não o contrário. Durante a pandemia, por exemplo, isso pode ter feito a diferença entre poder acessar com segurança os programas assistenciais do governo ou perder essa oportunidade; é muito sério”.

    Orientação abrangente

    Quando a Safernet – e seus parceiros na KPMG, o Ministério da Educação e o Foreign, Commonwealth and Development Office do Reino Unido – começaram a criar a eletiva, ter acesso a materiais suficientes de alta qualidade nunca foi um problema. No entanto, seria necessário garantir que todo o kit de atividades pedagógicas pudesse ser usado em uma variedade de ambientes de sala de aula. À medida que surgiu uma eletiva de cinco módulos cuidadosamente selecionados, também surgiu um manual de apoio de 300 páginas, fornecendo orientação passo a passo sobre a melhor forma de ministrar as aulas.

    Guilherme Alves, gerente de projetos da Safernet que esteve envolvido com este projeto desde o início, conta a história: “Muitos professores não têm necessariamente formação em tecnologia, então tivemos que levar isso em conta ao fornecer nossas instruções. Tão importante, porém, tivemos que levar em conta os diferentes níveis de infraestrutura em diferentes escolas. Alguns podem ter computador completo e acesso à internet, por exemplo. Alguns podem contar com os alunos usando seus próprios dispositivos pessoais. Outros podem não ter instalações; o que significa que não há como usar conteúdo online ou transmitir vídeos. É por isso que os materiais de apoio se tornaram tão extensos – porque tivemos que fornecer os Planos A, B, C e assim por diante para lidar como os professores poderiam entregar esse conteúdo.”

    “Tive a oportunidade de estar nas salas de aula no início do ano, quando testamos a disciplina e suas atividades pela primeira vez com um grupo de escolas. Percebi o nervosismo entre os professores para quem essa não era uma matéria que eles conheciam. Mas também vi a rapidez com que eles se sentiram à vontade com isso graças a toda orientação que receberam. Eles perceberam que ensinar a eletiva não era impossível. Também vi quanta diferença fazia quando os professores usavam o tempo para iniciar discussões com seus alunos sobre suas vidas digitais, em vez de dar uma aula expositiva mais tradicional.”

    Colhendo as recompensas

    Todo o trabalho de base necessário para criar a eletiva claramente valeu a pena. O feedback coletado durante a fase piloto mostrou que os alunos se sentiram melhor preparados para lidar com possíveis golpes e violência online, discurso de ódio e cyberbullying. Eles eram mais propensos a usar canais de ajuda e denúncia (algo para o qual não havia muito apoio anteriormente) e tinham uma melhor compreensão de como proteger suas contas online e dispositivos móveis.

    Como a eletiva agora entra no ensino regular nos três estados, um fator importante em quão bem ele se sairá será a disposição dos adultos – pais e professores – de permanecerem abertos para conhecer e contribuir com as rotinas digitais dos adolescentes sem julgamento prévio ou condenação. É importante sair da simples vigilância ou proibição para uma postura de mentoria e orientação, sugere Rodrigo.

    “A postura mais punitiva decorre de um desejo compreensível de proteger nossos filhos, mas pode impedir que conversas abertas e valiosas ocorram. Se queremos ajudar a mantê-los seguros, também precisamos refletir sobre nossos próprios comportamentos e tendências. Precisamos explorar diferentes perspectivas e manter a mente aberta. A internet e todas as suas possibilidades são muito vastas para sugerirmos que há apenas uma maneira de se envolver com ela corretamente.”

    “Esta disciplina e todo seu conjunto de ferramentas pedagógicas é um passo importante para alcançar isso. Estamos muito orgulhosos do trabalho, mas agora precisamos continuar agindo para que as Secretarias de Educação e as escolas incorporem a proposta com o objetivo de melhorar a qualidade da educação cibernética. É a única maneira de criarmos uma cultura de segurança e cidadania digital mais forte em todo o país.”

    Disciplina Eletiva: CIDADANIA DIGITAL - 40 HORAS • ENSINO MÉDIO 

    UNIDADE 1: BEM- ESTAR E SAÚDE EMOCIONAL ONLINE 

    UNIDADE 2: SEGURANÇA E PRIVACIDADE NA INTERNET 

    UNIDADE 3: RESPEITO E EMPATIA NAS 

    UNIDADE 4: RELACIONAMENTOS SEGUROS ONLINE

    UNIDADE 5: CIDADANIA DIGITAL PARA TODOS


    Planos de Aula e Ementa completa da Eletiva disponível aqui. Para saber mais sobre este projeto, entre em contato via dap@safernet.org.br (Equipe Safernet) ou mariana.cartaxo@fcdo.gov.uk (Mariana Cartaxo - Embaixada do Reino Unido).

  • Safernet: denúncias de xenofobia na internet explodem após 1º turno das eleições

    / / Crimes na Web / Por admin / 1 mês 3 semanas atrás

    No domingo, após a apuração da eleição, que mostrou ampla vitória do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva no nordeste, a internet amanheceu com xingamentos e ataques de toda espécie a nordestinos, alguns inclusive sugerindo a separação do sul e sudeste do restante do país, de forma semelhante a ataques ocorridos quando Dilma Roussef venceu Aécio Neves nas eleições de 2014, também com apoio maciço dos brasileiros do nordeste. 

    Essa enxurrada de preconceito se refletiu nos números de denúncias recebidas pela Safernet (ONG referência na proteção de direitos humanos na rede, que desde 2006 mantém uma central nacional de denúncias conveniada com o Ministério Público Federal) que recebe denúncias de diferentes tipos de crime, sete deles envolvendo discurso de ódio, como a xenofobia. 

    Nesta última segunda-feira, dia 3 de outubro, dia seguinte ao primeiro turno, a Safernet recebeu 348 denúncias de xenofobia, sendo 232 delas links únicos. No dia da eleição, 2 de outubro, a organização havia recebido 10 denúncias, 9 únicas e uma duplicada. 

    No dia 5 de setembro, primeira segunda-feira do mês passado, a Safernet não recebeu nenhuma denúncia de xenofobia. No dia 4, primeiro domingo de setembro, a ONG havia recebido somente 2 denúncias. 

    Quando os dados 2 e 3 de outubro de 2022 são comparados aos do primeiro domingo e primeira segunda-feira de outubro do ano passado, o salto é gigantesco, pois no dia 3 de outubro de 2021 (domingo), a Safernet não recebeu denúncias de xenofobia e, no dia 4, apenas uma denúncia. 

    Incitar discriminação a nordestinos ou a pessoas procedentes de qualquer outra região do país (ou estrangeiros) é crime. Quando o crime ocorre nas redes sociais, o crime torna-se qualificado e a pena, que é de reclusão de 1 a 3 anos, mais multa, passa para reclusão de 2 a 5 anos, mais multa. 

    O crime de xenofobia praticado na internet, segundo a jurisprudência do STJ, é atribuição da Justiça Federal. 

    Crimes de ódio crescem em anos eleitorais

    Os crimes de ódio na internet, como a xenofobia, têm registrado, desde 2018, aumento em anos eleitorais em relação ao ano anterior. A Safernet notou aumento de denúncias em sua central em 2018 e 2020 em relação à 2017 e 2019. No primeiro semestre de 2022, todos os 7 crimes de ódio os quais a Safernet recebe denúncias registraram aumento em relação ao mesmo período do ano anterior. 

    A xenofobia pode ter consequências judiciais e repercutir na vida de quem comete o crime. Em outubro de 2010, após Dilma Rousseff vencer José Serra e tornar-se a primeira mulher presidente do Brasil, com expressiva votação no nordeste, uma universitária tuitou que “nordestino não é gente”. A jovem foi denunciada e condenada a um 1 ano, cinco meses e 15 dias de prisão, convertidos em multa e prestação de serviços comunitários. A jovem também perdeu o emprego e teve que mudar de cidade. 

    A Safernet defende eleições sem discurso de ódio e mantém, com apoio da Google Foundation o programa Saferlab de contranarrativas a esse discurso. Os jovens criadores ligados ao programa, sob a supervisão da Safernet, criaram, além de inúmeros materiais nas redes sociais da ONG sobre o tema, a cartilha Eleições Sem Ódio, sobre formas criativas de combate à desinformação e ao discurso de ódio. 

    Sobre a Safernet

    A Safernet é a primeira ONG do Brasil a estabelecer uma abordagem multissetorial para proteger os Direitos Humanos no ambiente digital. Fundada em 2005. A Safernet criou e mantém a Central Nacional de Denúncias de Violações contra Direitos Humanos (Hotline) ( https://new.safernet.org.br/denuncie ), o Canal Nacional de Apoio e Orientação sobre Segurança na Internet (Helpline) ( https://new.safernet.org.br/helpline ) e ações de conscientização sobre uso cidadão da Internet. São 16 anos de experiência na entrega de projetos inovadores com enorme impacto social, incluindo programas de capacitação para educadores, adolescentes, jovens e formuladores de políticas públicas no Brasil. Desde 2009, a Safernet coordena o Dia Mundial da Internet Segura no Brasil e, em 2013, a SaferNet foi homenageada com o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, concedido pela Presidência da República do Brasil. Mais informações: https://www.safernet.org.br/ 

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