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  • Precisamos de mais educação digital enquanto as crianças continuarem em risco

    / / Segurança Digital / Por admin / 9 horas 41 minutos atrás

    As análises mostram que os adolescentes, em particular, lidam com frequência com conteúdos e situações de risco online. Estas incluem aceitar pedidos de amizade de estranhos, encontrarem-se com pessoas que só conheceram online, postar fotos que deveriam ser privadas e compartilhar materiais sem pensar nas possíveis consequências futuras.

    Os pesquisadores admitiram estar surpresos com a extensão de alguns dos comportamentos arriscados e violentos que os alunos alegaram ter encontrado. 

    Também houve preocupação em como a maioria dos alunos, ao enfrentar um problema online, preferiria tentar corrigi-lo sozinho, em vez de procurar ajuda de professores ou pais.

    Esta pesquisa foi realizada como parte do Programa de Acesso Digital (DAP), uma colaboração entre os governos do Reino Unido e do Brasil, projetado para melhorar a segurança cibernética e a conscientização sobre o tema. As descobertas da pesquisa foram usadas para ajudar a organizar um conjunto de recursos educacionais que agora estão disponíveis para professores em todo o país.

    Este trabalho envolveu o Ministério da Educação, o Foreign, Commonwealth and Development Office do Reino Unido, a Safernet Brasil e a KPMG. O componente de pesquisa foi liderado pela pesquisadora e professora doutora Maria Bada, da Queen Mary University of London, especializada em psicologia cibernética e danos online.

    “Em todo o mundo, o volume de riscos online – e os danos que estes podem causar – está crescendo”, explica a Dra. Bada. “A maioria dos adolescentes tem acesso online, mas não está totalmente ciente dos perigos que enfrenta. Nesse sentido, os adolescentes brasileiros não são diferentes dos adolescentes de qualquer outro lugar. No entanto, no decorrer de nossa pesquisa, fiquei surpresa com a extensão em que esses estudantes tiveram contato com comportamentos racistas, sexistas ou misóginos online. Vi adolescentes que claramente sofriam de ansiedade e estresse causados por esses incidentes – e achei preocupante que, aparentemente, poucas delas pensassem em procurar conselhos sobre isso para um adulto”.

    “Essas descobertas reforçam a importância de iniciativas como o DAP. Precisamos mudar a percepção dos jovens sobre o que se constitui como um comportamento online inaceitável. Eles precisam saber o que reportar e como. E então precisamos garantir que professores e pais estejam devidamente equipados para ter conversas relevantes sobre essas questões e fornecer apoio. Temos que lembrar que a exposição a esses comportamentos pode afetar significativamente a forma como esses jovens se veem e moldarão suas personalidades adultas”.

    Resultados da pesquisa

    Metade dos alunos envolvidos na pesquisa da professora Bada admitiu sentir-se chateado, envergonhado ou com medo por causa de algo que aconteceu enquanto eles estavam usando a internet no ano passado. Trinta e oito por cento dos alunos afirmaram que foram xingados, ridicularizados ou provocados por outros virtualmente de maneira ofensiva. Além disso, 22% disseram que algo que deveria ser privado foi compartilhado online.

    Apesar de claramente se sentirem desconfortáveis com suas experiências, muitos alunos admitiram que continuaram a postar e compartilhar informações pessoais online. Aparentemente impulsionado por um desejo irresistível de reconhecimento ou aceitação social, esse é um fenômeno global que Bada e seus colegas pesquisadores desejam entender melhor.

    Esse processo é exacerbado por uma ingenuidade geral e falta de conscientização entre os jovens sobre o que devem ou não compartilhar online. A confiança cega que muitos deles exibem em suas interações digitais – onde uma alta confiança atrelada à uma alta abertura resulta em alto risco - não ajuda.

    Recomendações

    A pesquisa – que envolveu mais de 250 alunos e seus professores em cinco escolas – levou a uma série de recomendações. Isso inclui sugestões para um plano escolar nacional para segurança cibernética; criação de canais de denúncia anônimos nas escolas; e a criação de regras escolares para prevenir o cyberbullying e o compartilhamento de conteúdo violento online.

    Houve também sugestões para incentivar os alunos a reduzir o tempo que passam online; desencorajá-los a compartilhar imagens íntimas com qualquer pessoa, mesmo quando pressionados; e ensiná-los sobre as responsabilidades éticas e legais que eles têm pelo conteúdo que produzem e publicam online. A disciplina eletiva para o Ensino Médio que está sendo disponibilizada para as escolas abordará parte disso – mas não são apenas os alunos que precisam de assistência.

    A doutora Bada continuou: “Durante o nosso trabalho de campo, aprendemos que os professores eram as últimas pessoas a quem alguns adolescentes procuravam para obter informações. Isso não é uma coisa agradável para eles ouvirem. No entanto, os próprios professores admitiram que, embora estivessem confiantes em suas próprias habilidades de computação, sua compreensão dos riscos e danos online não era tão boa. Pior ainda, eles estavam sendo solicitados a ajudar seus alunos, alertando-os sobre os perigos de coisas como cyberbullying – mas muitos nunca tiveram nenhum treinamento sobre como fazê-lo.”

    “Realizamos esta pesquisa para identificar os possíveis danos que os adolescentes brasileiros enfrentam e os desafios que devem ser superados para que eles desenvolvam melhor suas habilidades digitais essenciais. Iniciativas como a eletiva do DAP ajudarão, mas ainda há mais a ser feito. De forma encorajadora, o governo brasileiro – e organizações especializadas como a Safernet – têm sido extremamente favoráveis, então esperamos que outros avanços sejam feitos em breve.”

    Para saber mais sobre este projeto e a eletiva, acesse: https://new.safernet.org.br/content/educacao-cibernetica-nas-escolas-e-impulsionada-com-lancamento-de-nova-eletiva ou entre em contato por email dap@safernet.org.br (equipe Safernet) ou com mariana.cartaxo@fcdo.gov.uk (Embaixada do Reino Unido) para mais informações.

  • Educação cibernética nas escolas é impulsionada com lançamento de nova eletiva

    / / Comportamento Online / Por admin / 3 semanas 6 dias atrás

    Uma eletiva piloto desenvolvida para melhorar a oferta de educação cibernética nas escolas foi lançada em três estados. O programa, resultado da colaboração entre os governos do Brasil e do Reino Unido, oferece aos professores de Pernambuco, Bahia e Distrito Federal o acesso a um conjunto substancial de recursos didáticos de alta qualidade. Os mesmos recursos serão posteriormente disponibilizados para todos os estados a partir do final de setembro de 2022, ajudando professores a oferecerem educação cibernética de maneira mais eficaz, consistente e sustentável. 

    Melhorar a conscientização e a educação cibernética em todo o país é um dos grandes desafios para os próximos anos. Esse fato coloca a atenção em como as crianças aprendem competências digitais fundamentais e na criação de uma cultura mais forte de segurança da informação.      

    Hoje, alunos adolescentes, em particular, podem ser expostos a inúmeros danos cibernéticos, desde phishing e aliciamento até exploração sexual. Ao melhorar sua compreensão do tema na escola, os adolescentes podem aprender a navegar com segurança no ciberespaço, reconhecendo riscos potenciais e sabendo como evitá-los.

    Resultado preocupante das pesquisas 

    A pesquisa realizada para este projeto destacou o quão grave esse problema se tornou – e as barreiras que os professores enfrentam ao tentar oferecer educação cibernética.

    Metade dos alunos envolvidos na pesquisa admitiu sentir-se chateado, envergonhado ou com medo por causa de algo que aconteceu enquanto usavam a internet no último ano. 38% dos alunos afirmaram que foram insultados, ridicularizados ou provocados por outros online de maneira prejudicial. Além disso, 22% disseram que algo que deveria ser privado foi compartilhado online.

    Dos alunos que viram vídeos violentos, conteúdos grosseiros ou mensagens e vídeos online que os fizeram se sentir mal consigo mesmos, 70% dizem que o conteúdo foi enviado para eles; 17% dos estudantes afirmaram que foram solicitados a compartilhar imagens sexuais de si mesmos online uma vez por mês.

    Do lado dos professores, quase 80% afirmaram que nenhum programa de treinamento ou conscientização sobre o assunto de riscos online ou gerenciamento de riscos foi fornecido por sua escola. Apenas 10% disseram que se sentiram adequadamente apoiados por sua escola para ensinar os alunos a se manterem seguros online ou a responder aos relatos dos alunos sobre experiências online angustiantes.

    Concepção do currículo da eletiva

    Essas descobertas ajudaram a equipe responsável pela eletiva a refinar seu pensamento sobre o tipo de material educacional que precisava ser incluído em todo o kit de atividades pedagógicas que irá compor a disciplina. Felizmente, não há escassez de conteúdo educacional cibernético disponível para adolescentes, desde vídeos e recursos didáticos até planos de aula e materiais de treinamento de professores.

    O desafio para a equipe do projeto foi, portanto,filtrar a quantidade de materiais, encontrando os melhores cursos e de maior qualidade. Com base em materiais dos setores público, privado e do terceiro setor, a equipe foi gradualmente capaz de selecionar um conjunto de ferramentas de recursos excepcionais, destinado a ajudar os professores a entregar a eletiva da melhor maneira possível. Esses recursos incluíam planos de aula e materiais de apoio, bem como conteúdo de mídia sobre bem-estar digital, segurança cibernética e proteção contra violência online.

    A Safernet Brasil esteve envolvida neste processo, organizando workshops com outras organizações não-governamentais, organizações sociais e especialistas em educação digital. Esta foi uma oportunidade de informar estas organizações sobre os planos da eletiva, apelando tanto para o seu apoio quanto para os seus materiais.

    Depois que todos os materiais foram coletados e adaptados quando necessário, uma versão beta da eletiva e de todos os seus recursos foi testada com pequenos grupos de professores e mais de 250 alunos durante junho e julho de 2022. A versão final que surgiu será disponibilizada para todas as escolas por meio das plataformas educacionais dos próprios três estados no início de setembro.

    Colaboração do governo

    Este projeto faz parte do Programa de Acesso Digital (em inglês, Digital Access Programme ou DAP), uma iniciativa apoiada pelo Foreign, Commonwealth and Development Office (FCDO) do Reino Unido. Através deste programa, o FCDO está atualmente trabalhando em parceria com vários governos ao redor do mundo: Quênia, Nigéria, África do Sul e Indonésia, além do Brasil. O DAP visa promover conectividade digital acessível, construir confiança e resiliência no ciberespaço e proteger os membros mais vulneráveis da sociedade.

    A conectividade digital muitas vezes pode ser vista como uma faca de dois gumes para os governos. A internet e as tecnologias digitais são catalisadores poderosos para o crescimento e desenvolvimento econômico – mas também são uma fonte crescente de atividade criminosa e podem expor os civis a uma gama crescente de danos cibernéticos.

    Em cada caso, o objetivo é construir uma capacidade duradoura que ajude os governos nacionais a proteger melhor seus cidadãos online ou a defender sua infraestrutura crítica nacional contra ameaças cibernéticas. Se tudo correr como planejado, professores e alunos em todo o Brasil poderão em breve colher os benefícios.

    Para saber mais sobre este projeto, entre em contato via dap@safernet.org.br (Equipe Safernet) ou mariana.cartaxo@fcdo.gov.uk (Mariana Cartaxo - Embaixada do Reino Unido).

  • Crimes de ódio têm crescimento de até 650% no primeiro semestre de 2022

    / / Crimes na Web / Por admin / 1 mês 1 dia atrás

    Os indicadores da Central Nacional de Denúncias da Safernet, que recebe denúncias de 10 crimes contra os direitos humanos praticados com o uso da internet, mostram que houve mais denúncias de racismo, lgbtfobia, xenofobia, neonazismo, misoginia, apologia a crimes contra a vida e intolerância religiosa no primeiro semestre de 2022 em relação ao mesmo período do ano passado. 

    Mantida essa tendência até o final do ano, 2022 será o terceiro ano eleitoral consecutivo em que houve aumento de denúncias de crimes de ódio em relação aos anos anteriores, demonstrando que nos anos em que há eleições, ocorre um acirramento do discurso de ódio na internet. 

    Somadas as denúncias dos sete crimes, a Safernet recebeu 23947 denúncias no primeiro semestre de 2022, um aumento de 67,5% em relação ao mesmo período de 2021. Em números absolutos, o crime mais denunciado foi o de misoginia, com 7096 casos. 

    Levantamento realizado pela Safernet divulgado em abril deste ano mostrava que tanto em 2020, ano de eleições municipais, quanto em 2018, ano da última eleição presidencial, houve aumento de denúncias de crimes de ódio na internet em relação aos anos anteriores, em que não houve eleições. 

    Em 2018 e 2020, contudo, o crime de intolerância religiosa não seguiu a tendência dos demais crimes, mas no primeiro semestre de 2022 este crime teve 2813 denúncias, 654% mais do que no primeiro semestre de 2021, quando foram registradas 373 denúncias. 

    Diversidade contra a barbárie

    Para a Safernet, a repressão penal aos crimes de ódio deve ser acompanhada de ações que promovam a diversidade. 

    “As eleições tornaram-se um campo fértil para o discurso de ódio, que desde 2018 têm registrado aumento no período eleitoral. Por isso a Safernet lançou em abril deste ano a segunda edição do SaferLab, apoiando jovens criadores de conteúdo de diferentes regiões do Brasil para produzir narrativas que promovam um consumo mais crítico de conteúdo, gerem empatia com grupos que historicamente são alvos de discriminação e sensibilizem parte da audiência para serem aliadas na defesa de direitos humanos na Internet”, afirma Juliana Cunha, diretora de projetos especiais da Safernet, responsável pelo projeto. 

    Além de manter a Central Nacional de Denúncias, que mantém cooperação com as autoridades, a Safernet mantém também ações educacionais, visando a prevenção de crimes e a educação sobre o uso cidadão da internet. 

    O SaferLab é um laboratório de ideias que apoia o protagonismo jovem na criação de conteúdos sobre direitos humanos para tornar a internet um lugar melhor - com mais diálogo e respeito à diversidade. Oito jovens criadores das cinco regiões do país têm recebido mentorias, workshops e bolsas para criar contranarrativas ao discurso de ódio. 

    Contranarrativas são histórias que se opõem ou desmontam um senso predominante. São maneiras de se opor e desconstruir narrativas comuns de discriminação e intolerância, mas vão além e têm uma abordagem propositiva, propondo o diálogo, a igualdade, o respeito às diferenças e a liberdade. Isso pode ser feito com fatos, dados, humor, sensibilidade e outras atitudes que promovam experimentar diferentes pontos de vista. Provocar empatia pelos grupos discriminados é um dos objetivos.

    Crescimento do discurso de ódio nas eleições

    Para a Safernet, os indicadores da Central de Denúncias apontam que as eleições são como um gatilho para o avanço do discurso de ódio. Os picos de denúncias crescem em anos eleitorais, se transformando em uma poderosa plataforma política para atrair a atenção da audiência e dar visibilidade e notoriedade aos emissores. 

    Até 30 de junho deste ano, intolerância religiosa e xenofobia foram os crimes de ódio cujas denúncias mais cresceram em relação ao mesmo período de 2021: 654% e 520%, respectivamente. O terceiro crime que registrou o maior aumento foi o de neonazismo, que teve um crescimento de 120% no número de denúncias.

    Em 2020, as denúncias de neonazismo tiveram um crescimento de 740,7% em relação ao ano anterior, enquanto que racismo e xenofobia registraram mais do que o dobro de denúncias em relação a 2019, registrando 148% e 111% de aumento, respectivamente.

    Em 2018, misoginia (1639,5%), xenofobia (595,5%) e neonazismo (262%) tiveram os maiores percentuais de crescimento em relação à 2017: 

    Confira os dados completos aqui: https://docs.google.com/spreadsheets/d/1hmB3ZiyABDLe0u2lYVxaXL328GdNI0IQQQGB4d99To8/edit?usp=sharing

    Cartilha

    Um dos produtos desenvolvidos pelos criadores do SaferLab é a cartilha “Eleições Sem Ódio” sobre desinformação e discurso de ódio. 

    Escrita em linguagem simples e direta, a cartilha é voltada para o eleitor jovem e sua família e alerta sobre como esse tipo de conteúdo pode influenciar negativamente as eleições e o que pode ser feito para combater a desinformação e o discurso de ódio. 

    A cartilha estará disponível online e possui links para atividades interativas, como quiz e jogos, que contribuem para a assimilação do conteúdo. 

    Acesse a cartilha aqui: https://saferlab.org.br/eleicoessemodio.pdf

    Série de lives

    Outra proposta trazida pelo Saferlab é uma série de lives no mês de setembro com especialistas para conversar sobre os impactos da desinformação e discurso de ódio em ano de eleições e compartilhar boas práticas sobre como lidar com este problema. A agenda será divulgada oportunamente pelas redes sociais e site da Safernet. 

    Sobre a Safernet

    A Safernet é a primeira ONG do Brasil a estabelecer uma abordagem multissetorial para proteger os Direitos Humanos no ambiente digital. Fundada em 2005. A Safernet criou e mantém a Central Nacional de Denúncias de Violações contra Direitos Humanos (Hotline) ( https://new.safernet.org.br/denuncie ), o Canal Nacional de Apoio e Orientação sobre Segurança na Internet (Helpline) ( https://new.safernet.org.br/helpline ) e ações de conscientização sobre uso cidadão da Internet. São 16 anos de experiência na entrega de projetos inovadores com enorme impacto social, incluindo programas de capacitação para educadores, adolescentes, jovens e formuladores de políticas públicas no Brasil. Desde 2009, a Safernet coordena o Dia Mundial da Internet Segura no Brasil e, em 2013, a SaferNet foi homenageada com o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, concedido pela Presidência da República do Brasil. Mais informações: https://www.safernet.org.br/

  • Safernet defende protagonismo de crianças e adolescentes em ações para proteção online

    / / Comportamento Online / Por admin / 1 mês 1 semana atrás

    Durante o 7º Simpósio Crianças e Adolescentes na Internet, realizado em São Paulo no último dia 16, a Safernet, uma das correalizadoras do evento, defendeu que crianças e adolescentes tenham um papel cada vez mais ativo na criação de ações de educação para o uso seguro e saudável da internet. 

    “A responsabilidade compartilhada é a única possibilidade concreta de haver mudanças efetivas de implementação de políticas públicas. Podemos contemplar as crianças e os adolescentes não apenas a partir das vulnerabilidades, mas também pela potência criativa na construção de alternativas e abordagens. Na Safernet temos aprendido muito com a participação de adolescentes e jovens na cocriação das ações da organização, criando um ambiente não apenas de escuta, mas de influência e impacto que conecta as perspectivas de diferentes gerações sobre as mesmas problemáticas”, afirmou o diretor de Educação da Safernet, Rodrigo Nejm, na abertura do evento.

    A Safernet organizou a único painel do simpósio que contou com a participação presencial e online de adolescentes como palestrantes, e apresentou ao público alguns resultados do programa Cidadão Digital, mantido pela ONG em parceria com a Meta, e outras iniciativas, como o Imprensa Jovem, de educomunicação, da Secretaria Municipal da Educação de São Paulo, e o Onda Digital, do Instituto de Computação da UFBA. 

    A mesa foi mediada pela gerente de projetos da Safernet, Manu Halfeld, ela mesma uma jovem talento engajada desde a primeira edição do Cidadão Digital, em 2020, e contou com a presença das adolescentes Ayla Santos, 16, e Julia Fernandes, 15, ex-integrantes do Imprensa Jovem, do professor Ecivaldo Matos, da UFBA, Natália Paiva, diretora de Políticas Públicas do Instagram, e Guilherme Alves, gerente de projetos da Safernet. 

    Confira a íntegra do painel aqui:

    Acesse materiais de apoio e documentos do painel organizado pela Safernet no simpósio: https://padlet.com/cdsafernet/painelsimposio2022

    Guilherme Alves, em uma de suas falas, reiterou o posicionamento da Safernet sobre o tema, e que tem norteado diferentes ações da ONG, como o programa Cidadão Digital, e defendeu que o simpósio e outros eventos que discutam a segurança e a utilização da internet pela criança e pelo adolescente tenham uma participação maior desse público. 

    "Não é possível materializar a proteção de crianças e adolescentes na internet sem expandir sua participação nos projetos para além de beneficiários. E não apenas a ideia de dar voz, mas considerar essas vozes como relevantes e com impacto decisório, da idealização à avaliação dos resultados. Isso tem nos ajudado a criar projetos que de fato se comuniquem com esse público, criando valor sobre temas como privacidade e empatia, e apostando na educação entre pares como estratégia de proteção", afirmou.

    Julia Fernandes, que aos 15 anos atua como redatora freelancer e cria conteúdo jornalístico que ela publica em suas redes sociais, concorda: “É para ou com crianças? É com crianças. É com a nossa participação”. “O estudante já tem sua voz. Ele só precisa de espaço”, afirmou Ayla Santos. 

    O professor Ecivaldo Matos trouxe da Bahia boas práticas do Onda Digital, como o programa Spike, de design participativo, em que crianças e adolescentes são co-criadores de soluções digitais para problemas de suas comunidades. 

    Natália Paiva antecipou no painel algumas funcionalidades da ferramenta de controle parental do Instagram, desenvolvida com pais e crianças e adolescentes, inclusive no Brasil, e cuja versão nacional deverá ser lançada em setembro deste ano. 

    Durante o painel da Safernet foi exibido um vídeo produzido pela equipe SAC, de Navegantes (SC) segunda colocada do Educathon, 2021, maratona educacional promovida pela Safernet no âmbito do Cidadão Digital, que criou um projeto em defesa do autocuidado nas redes, contra o cyberbullying e a autodepreciação.

    Sobre o Cidadão Digital - A edição 2022 do programa segue com inscrições abertas para jovens de 18 a 29 anos com interesse em participar da formação online do Cidadão Digital. São cinco módulos com conteúdos sobre Introdução à Cidadania Digital (5h); Segurança, Privacidade, Criptografia e Reputação Digital (5h); Respeito, Empatia e Relações Seguras Online (5h); Bem-estar e Saúde Emocional na Internet (5h); Educação Midiática e Desinformação nas Eleições (5h).

    A conclusão da formação permite aos jovens que estes proponham atividades educacionais sobre os temas do Cidadão Digital para alunos do 8º e 9º ano e do ensino médio da rede pública brasileira. Este ano, os projetos que tiverem mais engajamento poderão ser premiados e seus criadores poderão, inclusive, tornar-se bolsistas do programa. 

    Mais informações sobre o CD 2022 aqui.

    Inscrições para a Formação Online aqui.

    Sobre o simpósio: O 7º Simpósio Crianças e Adolescentes na Internet é uma realização do NiC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) e do CGI.br (Comitê Gestor da Internet do Brasil). A Safernet é co-realizadora desde a primeira edição do evento, que atualmente conta também com a co-realização do Instituto Alana e da FGV Direito SP. 

  • 7° Simpósio Crianças e Adolescentes na Internet trará discussões sobre direitos no ambiente online e educação digital

    / / Comportamento Online / Por admin / 2 meses 3 dias atrás
    De volta à modalidade presencial, o Simpósio Crianças e Adolescentes na Internet será realizado no dia 16 de agosto, em São Paulo/SP, trazendo apresentações sobre cidadania digital na comunidade escolar, responsabilidade das plataformas e protagonismo de crianças e adolescentes na proteção online e educação digital, entre outros pontos.

    De volta à modalidade presencial, o Simpósio Crianças e Adolescentes na Internet será realizado no dia 16 de agosto, em São Paulo/SP, trazendo apresentações sobre cidadania digital na comunidade escolar, responsabilidade das plataformas e protagonismo de crianças e adolescentes na proteção online e educação digital, entre outros pontos. O evento é promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), com a correalização do Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação da FGV Direito SP (CEPI FGV Direito SP), do Instituto Alana e da Safernet Brasil. Os interessados em acompanhar as discussões desta 7ª edição devem se inscrever gratuitamente pelo site do encontro.

    “Nosso propósito é incentivar discussões multissetoriais que ajudem a fazer da Internet um ambiente cada vez mais responsável, ético e seguro para os mais jovens”, afirma Raquel Gatto, gerente da assessoria jurídica do NIC.br, adiantando uma novidade desta edição: pela primeira vez, a pesquisa TIC Kids Online Brasil, do CGI.br, será lançada durante o evento, que é direcionado a educadores, mães, pais, responsáveis, psicólogos, pediatras, advogados e demais interessados. A apresentação da nova edição do estudo virá acompanhada de um debate sobre os desafios para a garantia de uma “conectividade significativa” – ou seja, que o acesso à Internet esteja aliado à qualidade dessa conexão, disponibilização de dispositivos e regularidade desse uso – entre crianças e adolescentes. 

    Além do lançamento da pesquisa e da palestra da keynote Kelli Angelini, advogada especialista na área, sobre "Como estimular a cidadania digital na comunidade escolar: boas práticas para uso da tecnologia e o que diz a legislação para infrações", o encontro terá mais três painéis. São eles: "Práticas manipulativas na Internet e seus impactos sobre crianças e adolescentes/Responsabilidade das plataformas diante de crianças e adolescentes"; "Conectando espaços: As escolas como estratégia de construção de espaços físicos e virtuais democráticos" e "Proteção online com ou para crianças e adolescentes? Cocriação e protagonismo nas ações de prevenção e educação".

    Isabella Henriques, diretora executiva do Instituto Alana, instituição organizadora do primeiro painel do evento, destaca que a ideia da discussão é “aprofundar a compreensão sobre a forma como as tecnologias de inteligência artificial e os modelos de negócio dominantes na rede podem moldar o comportamento, saúde mental, e a formação dos mais jovens”. 

    A proposta de painel organizado pelo CEPI FGV Direito SP é de como construir espaços escolares e online que sejam democráticos, entendendo que na atualidade espaços físico e digital estão interligados. “Para isso, traremos para essa discussão especialistas que trabalham com tecnologias na educação, sejam elas sociais ou da informação e comunicação. Articular estes saberes é essencial para pensar no acesso democrático aos espaços e ao conhecimento”, complementa Marina Feferbaum, coordenadora do CEPI FGV Direito SP.

    Por fim, o último painel, proposto pela Safernet, enfatizará a importância de envolver os jovens no processo de formulação de respostas e propostas para a garantia de uma Internet mais segura para crianças e adolescentes. "Com exemplos práticos, pretendemos refletir sobre como a participação ativa de crianças e adolescentes pode ampliar o engajamento no processo de formação para a cidadania em um mundo digital. Em tempos de acesso móvel, educar para a autonomia responsável e segura é um grande desafio que nos convida a inovar e superar a perspectiva de tutela nos projetos e programas de proteção online", afirma Rodrigo Nejm, diretor de Educação da Safernet Brasil. 

    Aqueles que não puderem comparecer presencialmente ao evento, poderão acompanhar as discussões, na íntegra e ao vivo, pelo canal do NIC.br no YouTube (https://youtube.com/nicbrvideos). Mais informações e agenda preliminar em: https://criancaseadolescentesnainternet.nic.br/.

    Anote na agenda

    7° Simpósio Crianças e Adolescentes na Internet
    Data e horário: terça-feira (16/8)
    Endereço: Centro de Convenções Frei Caneca - Rua Frei Caneca, nº 569 - Bela Vista, São Paulo/SP.
    Programação e inscrições gratuitas (para quem quiser obter certificado de participação): https://criancaseadolescentesnainternet.nic.br/

    Solicitações de imprensa: os jornalistas interessados em acompanhamento o evento e solicitar entrevistas com os especialistas do NIC.br e CGI.br devem contatar Ana Nascimento no e-mailanascimento@webershandwick.com, ou pelo telefone (11) 98670-6579.

    Sobre o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br
    O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR — NIC.br (https://nic.br/) é uma entidade civil de direito privado e sem fins de lucro, encarregada da operação do domínio .br, bem como da distribuição de números IP e do registro de Sistemas Autônomos no País. O NIC.br implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.br desde 2005, e todos os recursos arrecadados provem de suas atividades que são de natureza eminentemente privada. Conduz ações e projetos que trazem benefícios à infraestrutura da Internet no Brasil. Do NIC.br fazem parte:  Registro.br (https://registro.br), CERT.br (https://cert.br/), Ceptro.br (https://ceptro.br/), Cetic.br (https://cetic.br/), IX.br (https://ix.br/) e Ceweb.br (https://ceweb.br), além de projetos como Internetsegura.br (https://internetsegura.br) e Portal de Boas Práticas para Internet no Brasil (https://bcp.nic.br/). Abriga ainda o escritório do W3C Chapter São Paulo (https://w3c.br/).

    Sobre o Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br
    O Comitê Gestor da Internet no Brasil, responsável por estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil, coordena e integra todas as iniciativas de serviços Internet no País, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados. Com base nos princípios do multissetorialismo e transparência, o CGI.br representa um modelo de governança da Internet democrático, elogiado internacionalmente, em que todos os setores da sociedade são partícipes de forma equânime de suas decisões. Uma de suas formulações são os 10 Princípios para a Governança e Uso da Internet (https://cgi.br/resolucoes/documento/2009/003). Mais informações em https://cgi.br/.

    Sobre o Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação da FGV Direito SP
    O Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação da FGV Direito SP (CEPI FGV Direito SP) surgiu no final de 2017 a partir da junção das equipes do Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação (GEPI), criado em 2008, braço da FGV Direito SP dedicado ao debate sobre a relação entre o Direito e Novas Tecnologias, e do Núcleo de Metodologia de Ensino (NME), criado em 2005, dedicado à formação docente, metodologia de ensino e ao desenvolvimento de estratégias de ensino para habilitar os alunos às exigências profissionais do século XXI. A constituição do centro se dá em resposta à necessidade de congregar reflexões e práticas sobre os impactos de novas tecnologias na sociedade, seus desafios e suas possibilidades, em conexão com as transformações no contexto do ensino jurídico no Brasil. https://direitosp.fgv.br/centro-de-pesquisa/centro-de-ensino-pesquisa-inovacao

    Sobre o Instituto Alana
    O Instituto Alana é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que acredita que um mundo melhor para as crianças é um mundo melhor para todas as pessoas. Criado em 1994, o Instituto tem como missão de cuidar dos direitos das crianças e seu desenvolvimento pleno, num mundo justo e sustentável. Para isso, desenvolvemos programas que buscam promover e inspirar novas possibilidades de mundo, combinando educação e advocacy, articulação e diálogo. Incidência política e histórias bem contadas.

    Sobre a Safernet Brasil
    Safernet é a ONG referência na promoção e defesa dos direitos humanos na Internet no Brasil. Atua na educação e orientação de crianças, adolescentes, jovens, pais e educadores sobre o uso responsável e seguro da Internet. Criou e coordena a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos e o Helpline.br, canal de ajuda que orienta vítimas de violações de direitos na rede. Desde 2009 coordena o comitê organizador do Dia Mundial da Internet Segura no Brasil. Mais informações: https://www.safernet.org.br/

    Contatos para a Imprensa – NIC.br: 

    Weber Shandwick

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    PABX: (11) 3027-0200 / 3531-4950

    Ana Nascimentoanascimento@webershandwick.com – (11) 98670-6579

    Assessoria de Comunicação – NIC.br

    Carolina Carvalho – Gerente de Comunicação – carolcarvalho@nic.br

    Soraia Marino – Coordenadora de Comunicação – soraia@nic.br 

    Bruna Migues - Analista de Comunicação - bmigues@nic.br 

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  • Cidadão Digital é reconhecido como um dos programas mais inovadores na prevenção de violência contra a criança

    / / Comportamento Online / Por admin / 2 meses 2 semanas atrás

    A Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes reconheceu o programa Cidadão Digital, realizado pela Safernet Brasil com apoio da Meta, como um dos 10 programas mais inovadores na prevenção da violência contra a criança e o adolescente.

    Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), 35 mil crianças e adolescentes de 0 a 19 anos morreram de forma violenta no Brasil entre 2016 e 2020.

    O Cidadão Digital é um programa que forma jovens em temas de privacidade, segurança digital, bem-estar na internet e educação midiática, e os acompanha após o curso para que realizem atividades educativas gratuitas sobre os temas com estudantes dos 8º e 9º ano do fundamental e do ensino médio, e educadores, principalmente da rede pública de ensino.

    Acesse o sumário executivo do relatório da Coalizão e conheça as 10 iniciativas que, realizadas junto com crianças e adolescentes, estão ajudando o Brasil a prevenir violências contra esse público.

    A Coalizão destacou no relatório seis práticas do Cidadão Digital que foram consideradas inovadoras:

    • Formação de mobilizadores com proximidade geracional com as crianças e adolescentes beneficiados pelo programa, o que torna os conteúdos mais acessíveis;
    • Antes de uma atividade ser executada em uma escola, é feito um levantamento das necessidades específicas daquela unidade educacional, ouvindo não só os gestores, mas os alunos;
    • Na escolha dos mobilizadores, a Safernet utiliza critérios para garantir representatividade regional, racial e de gênero, para estimular o respeito à diversidade;
    • Parte dos jovens que participaram de fases anteriores do programa seguem participando do projeto depois;
    • Sistema online de indicadores interativos de resultados;
    • Oferecer espaço para envio de comentários e feedbacks pelo público beneficiado pelo programa.

    Leia o relatório da Coalizão na íntegra.

    A publicação da Coalizão foi lançada durante a audiência pública "Direitos da Criança e do Adolescente no Brasil: 32 anos do ECA", realizada nesta segunda (11), na Comissão de Legislação Participativa da Câmara.

    Terceiro ano - O Cidadão Digital está este ano em sua terceira temporada. Nos seus dois primeiros anos, o programa realizou 1431 atividades, impactando 126 mil estudantes, mobilizando 66 mil educadores, além de mais 4700 pessoas de outros públicos que também foram beneficiadas. Mais de 200 mil pessoas participaram de transmissões ao vivo realizadas pelo programa.

    Em 2022, o Cidadão Digital se renova e amplia sua atuação com uma formação permanente em Cidadania Digital para jovens de 18 a 29 anos que acontecerá enquanto durar a terceira edição do programa, prevista para terminar em março de 2023.

    Os jovens que concluírem a formação até novembro e realizarem atividades nas escolas poderão passar por diferentes níveis de engajamento ao longo do programa e tornarem-se mobilizadores, líderes, tutores ou criadores do Cidadão Digital. Os jovens que forem avançando no projeto e mobilizando mais jovens e educadores podem ganhar prêmios e bolsas de até R$ 1500.

    Conheça a versão 2022/23 do Cidadão Digital aqui.

    Para se inscrever na formação do Cidadão Digital, acesse https://www.safernet.org.br/cidadao-digital/jovens.html.

    Mais informações sobre os dois primeiros anos do Cidadão Digital você encontra aqui: https://www.safernet.org.br/cidadao-digital/dashboard/.

    Sobre a Coalizão - A Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes é uma articulação da sociedade civil organizada iniciada em 2017 e conta hoje com cerca de cinquenta organizações, fóruns e redes dedicadas à prevenção e ao enfrentamento das violências contra crianças e adolescentes no Brasil. Foi responsável pela adesão do governo brasileiro à Parceria Global pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes (Global Partnership to End Violence Against Children), iniciativa lançada pelas Nações Unidas em 2015, voltada à promoção de ações direcionadas ao alcance da Meta 16.2 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Acabar com abuso, exploração, tráfico e todas as formas de violência e tortura contra crianças.

    Atualmente, a Coalizão Brasileira atua em advocacy e estratégias de articulação, mobilização e engajamento de sociedade civil e governos para ampliação do investimento público em intervenções de prevenção às violências contra crianças e adolescentes.

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