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  • SaferNet participa no TSE de seminário internacional sobre desinformação e eleições

    / Institucional / / Por admin / 1 semana 11 horas atrás

    Safernet participa no TSE de seminário internacional sobre desinformação e eleições

    O fundador e diretor-presidente da Safernet Brasil, Thiago Tavares, participa, no próximo dia 26 de outubro, a partir das 9h, do Seminário Internacional Desinformação e Eleições – Disinformation and Elections, promovido online pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

    O evento do TSE reunirá especialistas e representantes nacionais e internacionais de instituições públicas e de entidades da sociedade civil, bem como veículos de comunicação, com a finalidade de levantar formas de impedir ou minimizar a divulgação de desinformação nas Eleições Gerais de 2022. 

    O fundador e presidente da SaferNet Brasil, Thiago Tavares, espera que o seminário do TSE ilumine pontos cegos do debate no Brasil por meio do diálogo com especialistas reconhecidos internacionalmente, assim como promova a troca de experiências e boas práticas já testadas em outras democracias.

    “A desinformação e o ódio têm sido utilizados cada vez mais como tática eleitoral em eleições polarizadas. Entender como funcionam e são estruturados e financiados os ataques ao processo eleitoral e como combatê-los com eficácia e celeridade tornou-se vital para a própria democracia no Brasil”, destaca Tavares. 

    A palestra de abertura, “O impacto da desinformação em processos democráticos”, que acontece às 9h, será feita por Lawrence Lessig, professor da Harvard Law School. Comporão a mesa de abertura o presidente e o vice-presidente do TSE, ministros Luís Roberto Barroso e Edson Fachin, respectivamente, além da secretária-geral da Presidência do Tribunal, Aline Osorio.

    Lessig é fundador da Equal Citizens – organização sem fins lucrativos que se dedica a reformas que buscam alcançar a igualdade dos cidadãos – e membro do conselho fundador do Creative Commons, que criou um conjunto de licenças para que se possa compartilhar qualquer tipo de produção intelectual de forma livre e gratuita na internet. O palestrante já foi citado pela revista The New Yorker como "o pensador mais importante sobre propriedade intelectual na era da Internet".

    O objetivo do seminário é reunir dados, compartilhar experiências, colher sugestões, enriquecer o conhecimento geral sobre medidas viáveis de enfrentamento das notícias falsas. Ao final dos debates, pretende-se atribuir ao evento a condição de fonte de estudos. Além disso, as propostas que surgirem no encontro serão encaminhadas à Justiça Eleitoral e ao Congresso Nacional.

    Considerando as complexidades e nuances envolvidas no debate sobre desordem informacional (mais conhecido como desinformação ou " fake news") e seus impactos em todos os segmentos da sociedade, tanto no Brasil como no exterior, cumpre à Justiça Eleitoral manter-se atenta ao problema e exercer o papel de protagonista na busca por meios de combates mais eficazes em eleições futuras.

    Programação

    Logo após a palestra de abertura, às 10h, acontece a conferência magna do evento, com o tema “A emergência da desordem informacional: tendências, lições e perguntas remanescentes”. A exposição será feita pela cofundadora e diretora executiva da First Draft, Claire Wardle. O presidente do TSE será o moderador.

    Na sequência, das 11h às 12h, será realizada a mesa “Como se estruturam as campanhas de desinformação”, com a co-diretora da Partnership for Countering Influence Operations, Carnegie Endowment for International Peace, Alicia Wanless; a repórter especial e colunista da Folha de S. Paulo, Patrícia Campos Mello; Susan Benesch, da Universidade de Harvard, Fundadora e Diretora do Dangerous Speech Project, e Thiago Tavares. A secretária-geral do TSE, Aline Osorio, atuará como moderadora.

    Às 12h, o ministro Barroso modera a segunda conferência-magna, com Philip Howard, Diretor do Oxford Internet Institute, da Universidade de Oxford. 

    O evento do TSE debaterá também, às 14h, “Como enfrentar a desinformação eleitoral?” e às 15h, “Respostas de Organismos Eleitorais à Desinformação Eleitoral”. Às 16h30 começa o último debate, sobre “Respostas das Redes Sociais à Desinformação Eleitoral”. 

    Mais informações sobre o seminário internacional do TSE (https://www.tse.jus.br/hotsites/II-seminario-internacional-fake-news-eleicoes/

    TSE sofreu ataque

    Em novembro de 2020, a SaferNet colaborou com a investigação sobre o ataque ao site do TSE durante o primeiro turno das eleições, um ataque hacker de negação de serviços (DDoS) no qual redes de computadores zumbis, infectados por vírus e manipulados sem que seus donos saibam, tentam promover milhares de acessos simultâneos a um portal com o objetivo de retirá-lo do ar ou dificultar seu acesso, causando lentidão e até mesmo indisponibilidade momentânea.

    Esse ataque, sem qualquer relação com as urnas eletrônicas ou sistemas usados na apuração, transmissão e totalização de votos, associado ao vazamento de dados desatualizados e administrativos do setor de recursos humanos do tribunal, anunciado pelos criminosos através de uma conta falsa no Twitter às 09:25 do dia 15 de novembro de 2020, dia da eleição, amplificou uma onda de desinformação nas redes sociais que tinha como objetivo central questionar a lisura e a higidez do pleito e desacreditar a Justiça Eleitoral. 

    Depois, no segundo turno, a SaferNet foi convidada pelo TSE a participar de um grupo de trabalho (GT) para monitorar ações coordenadas em rede e fornecer informações, em tempo real, para proteger o TSE de novas tentativas de ataques. No segundo turno das eleições de 2020 a apuração e divulgação dos resultados transcorreu sem atrasos nem incidentes de segurança.

    A SaferNet Brasil integrou, na condição de representante da sociedade civil, o Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições do TSE entre 2017 e 2018, durante as gestões dos Ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Rosa Weber, e desde 2019 participa ativamente do Programa de Enfrentamento à Desinformação, ampliado e transformado em ação permanente durante a gestão do Ministro Luis Roberto Barroso. Saiba mais: https://www.justicaeleitoral.jus.br/desinformacao/

    Outros debates

    Ao longo dos últimos meses, a SaferNet tem participado ativamente do debate público acerca de formas de enfrentar a disseminação de fake news, discurso de ódio e intolerância na internet e com foco especial também nas eleições de 2022. 

    Em 29 de setembro, Tavares participou do debate Moderação de Conteúdo e a Gestão da Liberdade de Expressão, promovido pelo Instituto Legal Grounds, da Goethe University Frankfurt/Alemanha, Instituto Cultura e Democracia, e o Monitor do Debate Político no Meio Digital da Universidade de São Paulo (USP). 

    Saiba mais aqui: https://youtu.be/2cfgW0sRR2k?t=2165

    Confira a apresentação da SaferNet aqui: https://www.safernet.org.br/slides-20210929.pdf

    No último dia 7 de outubro, o fundador da SaferNet participou do evento inaugural da série de webinários “Liberdade de Expressão sob Quatro Perspectivas”, promovida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, instância máxima de direitos humanos do Ministério Público Federal. 

    Saiba mais aqui: https://www.youtube.com/watch?v=gqmZUxarKQ0

    Confira a apresentação da SaferNet aqui: http://www.mpf.mp.br/pfdc/temas/documentos-diversos/discurso-de-odio-thiago-tavares-safernet-2021/at_download/file

    Sobre o palestrante

    Thiago Tavares é o fundador e presidente da SaferNet Brasil, instituição sem fins lucrativos que há 15 anos é referência em segurança e cidadania digital no país. É professor de pós-graduação em direito e tecnologia desde 2005, com palestras e trabalhos apresentados em mais de 35 países. Foi diretor do INHOPE (biênio 2014 a 2016), associação civil sem fins lucrativos com sede em Amsterdam/Holanda e membros em 43 países, instituída em 1999 como parte do Safer Internet Program da Comissão Europeia com o objetivo de apoiar a rede de canais de denúncia no combate a disseminação de material de abuso sexual infantil online, e conselheiro titular do Comitê Gestor da Internet (CGI.br) entre 2014 e 2020, onde coordenou a Câmara de Segurança e Direitos. No biênio 2017/18 atuou como representante titular da sociedade civil no conselho consultivo sobre Internet e Eleições do TSE. Atualmente representa a SaferNet Brasil no programa de combate a desinformação do TSE, e colabora com pesquisas internacionais sobre desinformação do Carnegie Endowment for International Peace (EUA), sendo, desde 2019, a pessoa de ligação no Brasil com o Partnership for Countering Influence Operations (PCIO), programa instituído com o objetivo de promover uma comunidade internacional multidisciplinar de especialistas que trabalham para entender as operações de influência em ambientes digitais, incluindo campanhas massivas de desinformação.

    Serviço

    Seminário Internacional Desinformação e Eleições – Disinformation and Elections

    Data: 26/10/2021

    Horário: das 9h às 18h

    Transmissão ao vivo pelo canal do TSE no YouTube

    Inscrições no Portal do TSE: https://www.tse.jus.br/eventostse/eventoAction.do?acao=exibirTelaApenasEventos&id=35532&sub=39411

  • Decreto sobre o Marco Civil aumenta os riscos à segurança e bem-estar de crianças e adolescentes do Brasil na Internet

    / Institucional / Segurança Digital / Por julianaalencar / 3 meses 2 semanas atrás

    A minuta de novo decreto presidencial que tem por objetivo regular o Marco Civil da Internet (Lei n. 12.965/2014) compromete os esforços nacionais e internacionais de desenvolvimento e aplicação de políticas e tecnologias de detecção de abusos e ilícitos, revertendo os avanços alcançados na última década para tornar a Internet um ambiente mais seguro e saudável para crianças e adolescentes. Assim como a minuta de decreto, alguns projetos de lei em tramitação no Congresso também querem proibir as redes sociais de removerem conteúdo sem decisão judicial, inviabilizando, na prática, o combate a comportamento abusivo e conteúdo nocivo nas redes.

    As plataformas são criadas para finalidades diferentes e elas devem ser transparentes sobre suas regras e aplicá-las com diligência, o que sabemos ainda ser uma realidade distante no que se refere especialmente ao contexto brasileiro e de todo o Sul global. No entanto, essas iniciativas regulatórias podem acabar permitindo que pessoas sigam violando essas regras, o que coloca crianças e adolescentes em risco. Além disso, as propostas ameaçam a segurança e os direitos dos usuários ao impedir a capacidade de um serviço de se adaptar a novos problemas. É o caso, por exemplo, de conteúdos que disseminam desafios perigosos ou exposição a conteúdos inadequados a determinadas faixas etárias. As plataformas devem poder adaptar continuamente seus produtos, regras e processos para ficar um passo à frente dos agentes mal-intencionados, garantindo transparência acerca de seu modus operandi. As políticas dos serviços e plataformas online, assim como as tecnologias, são documentos vivos, em constante evolução. Por isso, um rol de exceções também não seria capaz de endereçar em tempo real conteúdo prejudicial nas redes.

    O novo decreto engessa e paralisa o desenvolvimento dessas políticas inclusive ao limitar a utilização de tecnologias de detecção automatizada, desde a mais elementar, usada para correspondência de imagem (file hashing), passando pelas intermediárias baseadas em Visão Computacional e a mais inovadora, Inteligência Artificial, incluindo seu tipo mais avançado: Deep Learning. Essas tecnologias são usadas no mundo inteiro para reconhecer imagens de abuso sexual antes que sejam postadas e impedir sua viralização, detectar novas palavras-chave, sinais de coordenação e mapear redes e o modus operandi dos abusadores, muitas vezes impedindo que o ato criminoso ocorra.

    As crianças são revitimizadas pela circulação contínua das imagens de seu abuso. Dados internacionais revelam que em 2020 o NCMEC (Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas nos EUA) recebeu 33,6 milhões de imagens de abuso, das quais 10,4 milhões eram únicas, e 31,6 milhões de vídeos, dos quais 3,7 milhões eram únicos. Segundo o INHOPE (Associação Internacional de Canais de Denúncia, com sede na Holanda) 60% de todas os URLs avaliadas pelos hotlines (linhas diretas de denúncia), em 2020, vieram de material previamente avaliado, o que significa que o mesmo conteúdo está se espalhando pela Internet e é denunciado repetidamente.

    A minuta de decreto inverte o ônus para a vítima, ao obrigá-la a buscar uma ordem judicial para remover conteúdos que hoje são removidos voluntariamente pelas plataformas durante o processo de detecção de abusos e ilícitos. Os custos - financeiros, emocionais, de tempo, etc - serão suportados pela vítima, que será mais uma vez revitimizada ao ver o conteúdo viralizar enquanto aguarda uma liminar.

    O custo para o setor público também não deve ser negligenciado, com a explosão no número de processos judiciais desnecessários, sobrecarregando ainda mais o Poder Judiciário. Especialistas, empresas, entidades da sociedade civil e organismos internacionais concordam que para endereçar esses graves problemas é necessário investir, com absoluta prioridade, em educação para o uso ético, seguro e saudável da Internet, moderação de conteúdo pelas plataformas mais rápida e transparente, ferramentas de controle parental e pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias de detecção e resposta a situações de abuso, o que exige técnicas inovadoras de combate e prevenção.

    É importante ressaltar que durante a pandemia COVID-19 mais que dobrou o número de crimes sexuais contra crianças e adolescentes na Internet no Brasil. Dados da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, operada pela SaferNet Brasil e pelo MPF, apontam um crescimento de 102% no número de denúncias de abuso online de crianças e adolescentes em 2020, comparado a 2019. Houve também um aumento expressivo de pedidos de ajuda relacionados à saúde mental (ideação suicida e auto-mutilação), problemas com dados pessoais, exposição de imagens íntimas, cyberbullying, fraudes, golpes e spam.

    A pesquisa TIC Kids Online Brasil 2019, do CETiC.br/Comitê Gestor da Internet (CGI.br), aponta ainda que 43% das crianças e dos adolescentes brasileiros de 9 a 17 anos viram alguém ser discriminado na Internet, e que 7% da população nessa faixa etária reportou ter se sentido discriminado na Internet. Outros conteúdos sensíveis, como cenas de violência ou com muito sangue (22%), formas para ficar muito magra (15%) - em sua maior parte conteúdos pró-anorexia e bulimia - e experiências ou uso de drogas (10%) também foram expostos a crianças e adolescentes, faixa etária que representa um terço dos 140 milhões de brasileiros com acesso regular à Internet.

    O uso de tecnologias de detecção automatizada por atores do setor privado para detectar, reportar e remover, voluntariamente, material de abuso sexual infantil, bem como ameaças baseadas em texto, como assédio e aliciamento, atende ao interesse público e social, conforme determina o artigo 227 da CF/88: “ É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão".

    Por isso é de fundamental importância um debate mais aprofundado sobre os graves riscos que o novo decreto e os PLs com teor similar representam para a garantia dos direitos das crianças e adolescentes, bem como sobre os seus impactos negativos ao reverter os avanços já constituídos em matéria de remoção de conteúdo nocivo e criminoso contra crianças e adolescentes nas redes.

    SaferNet Brasil
    Instituto WCF Brasil (Childhood Brasil)
    Instituto Alana
    Centro de Estudos Integrados Infância, Adolescência e Saúde (CEIIAS) Rede ESSE Mundo Digital
    Instituto Liberta
    InternetLab - Centro de Pesquisa em Direito e Tecnologia
    Instituto de Tecnologia e Sociedade - ITS Rio
    Associação pela Saúde Emocional de Crianças - ASEC Brasil

     

     

  • Moderação da SaferNet elimina ameaças de morte na live da Parada LGBT+ de SP

    Homofobia / Institucional / Crimes na Web / Por admin / 4 meses 1 semana atrás

    A 25ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo, realizada virtualmente no último domingo (6), poderia ter sido palco para haters, como chegou a acontecer na edição de 2020, mas a ONG Safernet -- à convite da Dia Estúdio, que transmitiu a parada -- fez uma moderação inédita de discurso de ódio em parceria com a empresa e reduziu a zero as mensagens com ameaças ou menções à morte na edição do evento deste ano.

    Ao todo, 13 canais transmitiram ao vivo a Parada LGBTQIA+ paulista. A experiência da Safernet foi realizada no canal da Dia Estúdio, o de segunda maior audiência na edição deste ano, com 360 mil visualizações, sendo superado somente pela plataforma do canal Diva da Depressão, com quase 431 mil visualizações.

    O intuito da Dia Estúdio ao procurar a Safernet, para além de monitorar as mensagens, denunciar e pessoas que entravam no canal do estúdio para disseminar discurso de ódio, era estruturar a moderação de conteúdo do evento e encaminhar corretamente comentários homofóbicos, racistas, preconceituosos e intolerantes.

    A Safernet usou o sistema de moderação do YouTube e ampliou o filtro para 874 palavras, acrescentando termos usados pelos haters em 2020. O resultado foi que nenhuma mensagem contendo ameaça ou menções à morte foi registrada no canal da Dia Estúdio entre os 59.147 comentários postados por 9281 usuários do YouTube que assistiram à parada pela plataforma.

    Na parceria realizada com a Dia Estúdio, a Safernet colocou à disposição o seu hotline de denúncias: denunciar.org.br para o qual foram enviados 101 comentários com mensagens homofóbicas - sem menção à morte - captados pela moderação humana e virtual da transmissão da parada, e que serão encaminhados às autoridades competentes.

    A moderação virtual e humana das mensagens de ódio contra a Parada LGBTQIA+ 2021 ocorre em um momento em que o hotline da Safernet registrou um aumento de 106,3% nas denúncias de conteúdo LGBTfóbico na internet. Entre 1 de janeiro e 15 de junho de 2021 foram 2529 denúncias únicas, contra 1226 no mesmo período do ano passado.

    A Safernet distribuiu ainda aos parceiros um miniguia para criadores de conteúdo sobre como lidar com discurso de ódio -- voltado ao público LGBTQIA+. O guia sugere que o discurso de ódio seja tratado pelo modelo 5 R´s: reportar, reduzir, remover, recompensar e responsabilizar.

    • reportar - denunciar o conteúdo de ódio nos canais corretos;
    • reduzir - diminuir o alcance do discurso de ódio, desmonetizando-o, se for o caso;
    • remover - tirar de circulação conteúdos que violem as políticas de discurso de ódio da plataforma;
    • recompensar - incentivar as vítimas de discurso de ódio a denunciar;
    • responsabilizar - aplicar a lei sobre quem espalha discurso de ódio.

    Para Juliana Cunha, diretora de projetos especiais da Safernet, “eventos com grandes audiências e muita visibilidade que podem causar reações polarizadas precisam incluir em seu plano de comunicação estratégias para responder ataques virtuais”.

    A experiência permitiu à Safernet concluir que é preciso também criar ferramentas que bloqueiem emojis e símbolos nas ferramentas de filtragem de palavras nas plataformas de transmissão.

  • Campanha "Denuncie. Não compartilhe"

    Pornografia Infantil / Comunicação / Crimes na Web / Por marcelo / 5 meses 1 semana atrás

  • SaferNet e Facebook lançam a campanha "Denuncie. Não compartilhe"

    Pornografia Infantil / Comunicação / Crimes na Web / Por marcelo / 5 meses 1 semana atrás

    Para promover a conscientização sobre a importância de denunciar conteúdo de abuso e exploração sexual infantojuvenil, bem como educar as pessoas para que não compartilhem este tipo de material, a SaferNet Brasil e o Facebook lançam a campanha “Denuncie. Não compartilhe”. O lançamento da campanha está alinhado com o Maio Laranja, mês que dá visibilidade ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em 18 de maio.

    A campanha levará às pessoas um vídeo educativo que aborda a melhor forma de lidar com um conteúdo que vitimiza crianças e adolescentes e alerta que o compartilhamento, mesmo com a intenção de expressar indignação, horror ou choque é ilegal e agrava a situação e causa mais dano à vítima. O vídeo orientará também sobre ferramentas existentes para realizar denúncias sobre material desta natureza, seja na internet, por telefone (como o Disque 100) e mesmo dentro das diversas plataformas.

    “A constituição brasileira determina que é dever de todos proteger as crianças e adolescentes e colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. A campanha nos lembra que a internet pode ser uma grande aliada na identificação de situações de abuso. Denúncias anônimas salvam vidas. Não se omita, não compartilhe, denuncie”, diz o presidente da SaferNet Brasil, Thiago Tavares.

    Safernet tem canais de denúncia e apoio - A SaferNet Brasil oferece um serviço de recebimento de denúncias anônimas de crimes e violações contra os Direitos Humanos na Internet, contando com procedimentos efetivos e transparentes para lidar com as denúncias. Para enviar uma denúncia, basta acessar o denuncie.org.br. E as pessoas que buscam por apoio também podem contar com um canal online e gratuito, em canaldeajuda.org.br. O serviço oferece orientação sobre crimes e violações dos Direitos Humanos na internet, de forma anônima e sigilosa.

    “Trabalhamos com os principais especialistas em prevenção de exploração infantojuvenil para entender como e os motivos pelos quais as pessoas compartilham esse conteúdo ilegal. A campanha ‘Denuncie. Não compartilhe’ parte justamente do entendimento de que muitas vezes esse comportamento ocorre por falta de informação. Nosso objetivo é educar as pessoas na plataforma a denunciar os conteúdos da melhor forma, sem causar mais danos às vítimas,” afirma a gerente de bem-estar do Facebook na América Latina, Daniele Kleiner.

    Vale lembrar que o Facebook tem um sistema estabelecido de denúncia de qualquer material desta natureza encontrado proativamente ou reportado em suas plataformas para o Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC). Por sua vez, o NCMEC investiga e trabalha com as agências policiais em todo o mundo para ajudar as vítimas, inclusive autoridades brasileiras.

    18/05/2021

    Equipe Safernet Brasil e Facebook 

     

     

     

  • Denúncias de pornografia infantil cresceram 33,45% em 2021, aponta a Safernet Brasil

    Pornografia Infantil / Indicadores / Crimes na Web / Por marcelo / 5 meses 1 semana atrás
    Entre janeiro e abril de 2021 foram denunciadas à Safernet Brasil 15.856 páginas relacionadas com pornografia infantil, das quais 7.248 foram removidas por indício de crime. O número mostra um crescimento de 33,45% nas denúncias em relação ao mesmo período do ano passado, quando 11881 páginas haviam sido denunciadas, das quais 6938 foram removidas. 

    Entre janeiro e abril de 2021 foram denunciadas à Safernet Brasil 15.856 páginas relacionadas com pornografia infantil, das quais 7.248 foram removidas por indício de crime. O número mostra um crescimento de 33,45% nas denúncias em relação ao mesmo período do ano passado, quando 11881 páginas haviam sido denunciadas, das quais 6938 foram removidas. 

    Ano passado, primeiro ano da pandemia de covid-19, a Safernet Brasil recebeu 98.244 denúncias anônimas de páginas de internet contendo pornografia infantil - recorde histórico desde que é feita a medição (iniciada em 2006). O número é mais do que o dobro (102,24%) em relação às 48.576 páginas reportadas por usuários da internet pela mesma razão em 2019. 

    “A pandemia provocou e continua a provocar mudanças abruptas na rotina das famílias. As crianças ficaram muito mais tempo online e expostas a situações de risco, agravado pelo fechamento das escolas, que sempre serviu como uma importante rede de apoio e prevenção a violência sexual”, afirma Thiago Tavares, presidente da Safernet. 

    Hoje, 18 de maio, é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e a Safernet está participando de uma ação com o Ministério Público da Bahia e a rede social TikTok para a conscientização de adolescentes e jovens adultos sobre a importância do uso do celular para denunciar o abuso e a exploração sexual infanto juvenil. 

    Campanha - Com o mote “Dá para fazer muitas coisas pelo celular: inclusive quebrar o silêncio de uma violência sexual”, a campanha, que tem o apoio das cantoras Ivete Sangalo e Claudia Leitte, mostra que o telefone celular é um instrumento que possibilita acesso rápido e seguro aos canais de comunicação para a realização da denúncia. 

    Denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser feitas pelo whatsapp 61-99656-5008, pelo Disque 100 e pelos apps Direitos Humanos Brasil e Proteja Brasil. 

    Segundo dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), em 2020, o Disque 100 registrou 23.351 denúncias de violência sexual (estupro, abuso, assédio e exploração), um aumento de 23,4% em relação aos 18.911 registros de 2019.

    Segundo o MP da Bahia, foram registradas em 2020 757 notícias de fato (denúncias feitas por cidadãos) relativas à violência sexual contra criança e adolescentes. Segundo dados do Disque 100, a Bahia registrou, em 2020, 1.267 casos de violência sexual, contra 901, em 2019, um aumento de quase 40%. 

    Saiba mais - A Safernet é uma organização não governamental que promove a defesa dos Direitos Humanos na Internet no Brasil. A Safernet mantém a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos operada em parceria com os Ministérios Públicos. 

    Em 15 anos, a SaferNet Brasil recebeu e processou 1.759.354 denúncias anônimas de pornografia infantil envolvendo 429.665 páginas distintas, das quais 340.005 foram removidas por conterem indícios de crime e/ou violação dos termos de uso das plataformas.

    As denúncias foram registradas pela população por meio do hotline www.denuncie.org.br, que faz parte do grupo de 47 hotlines membros do INHOPE, associação internacional criada na Europa em 1999 para facilitar a cooperação e o intercâmbio de dados e informações sobre crimes e violações no ambiente digital em todo o mundo.

    18/05/2021

    Equipe Safernet Brasil