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  • #InternetSemVacilo Sexting

    / Comunicação / Comportamento Online / Por admin / 2 anos 2 meses atrás

  • Fakes

    / / Liberdade de Expressão / Por julianacunha / 4 anos 10 meses atrás

    Os fakes são perfis criados com dados e imagens de terceiros com o objetivo de se passar por uma outra pessoa ou para manter-se em anonimato. 

    Os fakes se tornaram parte da cultura da Internet, há fakes famosos nas redes sociais, alguns têm mais seguidores e fãs que muitas celebridades. Eles podem ser perfis bem humorados que parodiam um famoso, uma personagem ficcional, mas também podem ser criados com o intuito de lesar e prejudicar alguém.

    Para muitos serviços de redes sociais na Internet, a criação de perfis falsos é proibida. Estes, costumam esclarecer em suas políticas de uso que os fakes violam seus termos, orientando os usuários formas de como reportar estes perfis.
    De acordo com o artigo 307 do Código Penal “Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem”, é considerado uma violação, podendo chegar a uma detenção de três meses a um ano, ou multa, se o fato não constitui elemento de crime mais grave. Além disso, nossa Constituição Federal já prevê que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação, bem como é possível a livre manifestação do pensamento, desde que se faça sem a proteção do anonimato”(artigo 5°, inciso X).

    Algumas pessoas que buscam criar perfis com o intuito de cometer crimes contra honra, como calúnia (art. 138 do Código Penal), difamação (art. 139 do Código Penal), injúria  (art. 140 do Código Penal) ou ameaça (art. 147 do Código Penal), têm a falsa sensação de anonimato na rede, considerando que nunca vão ser identificadas pelos seus atos. Porém, a Internet deixa rastros, sendo possível identificar o responsável por ter realizado alguma violação. Com  isso, é importante avaliar que algumas situações vão além da liberdade de expressão do usuário, podendo ser considerado pelas autoridades como uma violação à dignidade da pessoa humana.

    Anonimato X Liberdade de Expressão

    É possível identificar que sempre existiram conflitos entre a liberdade de expressão e o anonimato na rede. Porém, é importante refletir que para manter essa liberdade, que é um direito fundamental, é preciso fazer boas escolhas sobre o que feito e publicado on-line. Há um diferença entre livre opinião e ofensa ou discriminação

     A liberdade de expressão deve ser analisada em consonância com outros direitos, pois, de acordo com a Constituição Federal, “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato” (artigo 5º,  inciso IV). Independentemente do que for feito ou dito, é fundamental que as pessoas sejam responsáveis pelos seus atos, dentro ou fora rede. No final das contas, o mais importante é que eles possam caminhar juntos, tornando a Internet um espaço livre e democrático, mas também ético e responsável.

  • Anonimato

    / / Liberdade de Expressão / Por julianacunha / 4 anos 10 meses atrás

    Anonimato é qualidade do que é anônimo, sem nome, uma condição para não revelar a verdadeira identidade daquele que declara. 

    O anonimato pode ser uma condição importante para o exercício da democracia, como por exemplo em caso de denúncias anônimas ou para proteger a identidade de uma fonte jornalística.

    Na cultura da Internet, a maioria dos comentários são feitos de forma anônima, o anonimato aparece como possibilidade de expressão da livre opinião e para evitar o controle e vigilância presentes na rede.  Mas o anonimato não é uma condição absoluta, a liberdade de expressão deve caminhar ao lado de outros direitos fundamentais, assim o anonimato perderia legitimidade na medida em que viola outros direitos ou facilita a prática de crimes.

    A constituição federal afirma que é livre a manifestação do pensamento, mas veda o anonimato. A livre expressão da opinião é um direito garantido pela constituição brasileira, mas também o é o direito de resposta e à indenização por danos morais, razões pelas quais o anonimato não é permitido.

    Mas como pensar o direito ao anonimato em tempos de Internet? Sabe-se que é possível comentar e publicar conteúdo sem revelar sua verdadeira identidade. Mas apesar do anonimato que muitos serviços oferecem na Internet, é importante lembrar que tudo na Internet deixa rastros, quem comete um crime na rede pode ser identificado pelas autoridades. A anonimato deve ser quebrado por decisão judicial em investigação de conteúdos criminosos na rede.

    Anonimato usado de forma positiva pode:

    • Empoderar pessoas, dando voz àqueles que por alguma razão enfrentam dificuldades de ter espaço para expressar seus pontos de vistas
    • Permitir a participação e engajamento, oferecendo a sensação de segurança e proteção
    • Ajudar às pessoas a falarem de forma mais aberta, sem medo e  receio de censura
    • Proteger as informações e os dados pessoais, diminuindo a vigilância e a violação da privacidade.

    Anonimato usado de forma negativa pode:

    • Disseminar discurso de ódio com o intuito de discriminar pessoas e grupos de indivíduos, baseado na raça, cor, religião, descendência ou origem étnica ou nacional.
    • Humilhar e intimidar outras pessoas de forma repetitiva, provocando constrangimento para quem sofre esse tipo de agressão.
    • Assediar e chantagear sexualmente com o propósito de  produzir e compartilhar imagens eróticas ou sexuais e cometer abuso sexual online e offline.

  • O que é sextorsão?

    / / / Por rodrigonejm / 1 ano 7 meses atrás

    É a ameaça de se divulgar imagens íntimas para forçar alguém a fazer algo - ou por vingança, ou humilhação ou para extorsão financeira. É uma forma de violência grave, que pode levar a consequências extremas como o suicídio - como aconteceu nos casos no Rio Grande do Sul e no Piauí que tiveram grande repercussão no Brasil.

    Como ela acontece

    As vítimas podem compartilhar uma imagem por um impulso, ou podem ter tido um relacionamento com essa pessoa, ou talvez elas acreditam que o agressor já tem alguma imagem íntima delas porque ele insiste que tem. Eles atacam na dúvida.

    Além disso, adolescentes acreditam que estão conversando com outros adolescentes - nos casos pesquisados nos EUA, 40% dos abusadores mentem sobre a idade.

    Os casos de sextorsão podem começar de diferentes formas:

    Alguém finge ter posse de conteúdos íntimos como forma de iniciar as conversas e as ameaças;
    Como desdobramento de conversas sexuais, experimentações e exposição voluntária em um suposto relacionamento online;
    Cobrança de valores após conversa sexual com mútua exposição;
    Ameaças por ciúmes ou chantagem em relacionamentos abusivos;
    Invasão de contas e dispositivos para roubar conteúdos íntimos;
    Falsas ofertas de emprego e agências de modelos com pedido de fotos e vídeos íntimos;
    Falsos grupos de autoajuda ou falsos grupos de vítimas que pedem conteúdos íntimos.

    Quando uma foto é compartilhada, as vítimas são ameaçadas para enviarem mais fotos, ou para participarem de um encontro sexual real, ao vivo, em troca de não terem suas imagens íntimas expostas.

    As ameaças dos abusadores podem incluir postar as imagens íntimas online, compartilhá-las com professores escola, amigos e familiares. Também podem ameaçar matar a família da vítima, seus bichos de estimação ou cometer um ato público violento.

    Esse ciclo de abuso pode durar anos. E pode contribuir para levar ao suicídio da vítima.

    Alguns casos conhecidos

    A SaferNet tem registros de sextorsão desde 2012. São casos de jovens de todo o país - marjoritariamente mulheres - que envolvem desde a ameaça de compartilhar imagens íntimas tiradas no contexto de uma relação a casos de falsas agências de emprego. Leia alguns depoimentos:

    "Um dia minha filha de 14 anos me acordou de madrugada, apavorada. Ela confessou que enviou nudes para um sujeito, via mensagem. Olhei as mensagens, o elemento pedia mais fotos ou colocaria na rede da escola." - Mãe de menina de 14 anos

    "Eu estava treinando inglês em um aplicativo. Comecei a conversar com uma pessoa e ela pediu para fazer chamada de vídeo. Fomos conversando e ela foi me enganando. Eu achei que era uma mulher e na verdade era um homem. Ele gravou a chamada e tava pedindo 800 dólares para não postar nas redes." - Menino, 18 anos

    "Quando eu tinha 15 anos um menino pediu um nude meu. Mandei pois achei q ele era de confiança. Ele tirou um print e me obrigou a ligar pra ele e mostrar outras partes do meu corpo e fazer o que ele quisesse." - Menina, 15 anos

    "Estou sendo chantageada por um senhor de 50 anos aproximadamente. Nunca nos vimos pessoalmente, ele é de outro Estado. Enviei umas fotos íntimas pra ele, agora ele está me ameaçando. Se eu não ficar com ele, vai enviar minhas fotos pra o meu namorado. Estou desesperada!" Menina, 18 anos

    Fora do Brasil, a canadense Amanda Todd foi uma das primeiras vítimas, em um caso de grande repercussão. Quando tinha 13 anos, em 2010, ela usava chats em vídeo para conversar com outros adolescentes. Ela ficou amiga de um que pediu que ela mostrasse os seios para a câmera. Ela fez aquilo por impulso e não sabia que ele havia tirado uma foto. Pouco tempo depois, a pessoa enviou a ela uma mensagem no Facebook dizendo que, se ela não mostrasse mais, ele iria postar a foto para outras pessoas. Quando ela não fez o que ele pediu, ele enviou a foto para todos os seus amigos no Facebook. Ela foi ridicularizada e precisou mudar de escola. Se tornou ansiosa e depressiva. Se tornou alvo de provocações e assédio dos colegas. Em um pedido de ajuda, Amanda contou sua história em um tocante vídeo de nove minutos em setembro de 2012. "Eu não tenho ninguém", ela disse. "Eu preciso de alguém." Um mês depois, ela comeceu suicídio.

    O que sabemos

    Desde 2009, as pesquisas da SaferNet Brasil sobre os hábitos de uso da Internet por crianças e adolescentes já sinalizavam a prática de compartilhamento de conteúdo sexual online e a ocorrência de solicitações de contato sexual vindo de desconhecidos. As pesquisas mais recentes da pesquisa TIC Kids Online Brasil apontam várias tipos de contatos sexuais praticados por adolescentes online:

    gráfico contatos sexuais tic kids online 2016

     

    No Canal de Ajuda da SaferNet, os pedidos sobre vazamentos ou ameças de vazamento de conteúdo íntimos cresceu muito nos últimos anos:

    Na pesquisa com 1,631 jovens feita nos EUA pela Thorn em parceria com o New Hampshire Crimes Against Children Research Center, 1 em cada 3 vítimas de Sextorsão dizem que não procuram ajuda porque têm vergonha e 45% dos agressores concretizam suas ameaças.

     

    A campanha

    A campanha "Pare a Sextorsão" quer conscientizar adolescentes sobre esse crime, e ajudá-los a não se tornarem vítimas desse tipo de prática. Nós precisamos desestigmatizar essa questão, aumentando sua visibilidade e promovendo conversas abertas com adultos de confiança. Desta forma, adolescentes e crianças têm aliados confiáveis para ajudá-los a se prevenir. O foco da campanha é:

    Você pode acabar com a sextorsão antes que ela comece. Fale sobre isso, ajude a eliminar a vergonha que deixa as vítimas com medo e sozinhas: #NãoÉSuaCulpa. Conte aos seus amigos mais próximos: se algo acontecer com eles, você os apoiará. #PareSextorsão #TamoJunto.

    Público alvo

    A campanha é focada em adolescentes. Eles vivem em seus celulares, seus aigos são os seu mundo, e eles estão constantemente conectados à suas plataformas favoritas: YouTube, Facebook, Instagram, Kik. Os adultos não estão nesse mundo, e os jovens preferem assim.

    A curiosidade e a exploração sexual fazem parte do crescimento, mas elas estão acontecendo de maneiras muito diferentes do que nas gerações anteriores - por isso, os pais estão perdendo a comunicação sobre comportamentos seguros e de risco para os adolescentes. E os jovens que estão em situações de risco provavelmente nunca ouviram falar desse tipo de abuso antes - então eles nem mesmo sabem como procurar ajuda. Mas nós podemos mudar isso. Divulgue o vídeo e as dicas e ajude a Parar a Sextorsão antes que ela comece.

    Essa campanha tem recursos para adolescentes, vítimas, mais, professores, legisladores e empresas de tecnologia e foi adaptada pela SaferNet Brasil, com o apoio do Facebook e do Twitter. Criada originalmente por Thorn, uma organização americana que desenvolve tecnologia para defender crianças do abuso sexual.

  • Nudes em Cartaz

    / Comunicação / Comportamento Online / Por admin / 2 anos 2 meses atrás

  • Cartilha Helpline

    / Atendimento / Comportamento Online / Por admin / 3 anos 2 dias atrás

    Nova cartilha da SaferNet com ilustrações e Quiz sobre o Helpline BR: um canal de ajuda on-line e gratuito (www.canaldeajuda.org.br), criado especialmente para tirar dúvidas sobre perigos na rede e ajudar quem sobre algum tipo de violência, chantagem ou discriminação na internet.