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  • Safernet defende protagonismo de crianças e adolescentes em ações para proteção online

    / / Comportamento Online / Por admin / 3 anos 11 meses atrás

    Durante o 7º Simpósio Crianças e Adolescentes na Internet, realizado em São Paulo no último dia 16, a Safernet, uma das correalizadoras do evento, defendeu que crianças e adolescentes tenham um papel cada vez mais ativo na criação de ações de educação para o uso seguro e saudável da internet. 

    “A responsabilidade compartilhada é a única possibilidade concreta de haver mudanças efetivas de implementação de políticas públicas. Podemos contemplar as crianças e os adolescentes não apenas a partir das vulnerabilidades, mas também pela potência criativa na construção de alternativas e abordagens. Na Safernet temos aprendido muito com a participação de adolescentes e jovens na cocriação das ações da organização, criando um ambiente não apenas de escuta, mas de influência e impacto que conecta as perspectivas de diferentes gerações sobre as mesmas problemáticas”, afirmou o diretor de Educação da Safernet, Rodrigo Nejm, na abertura do evento.

    A Safernet organizou a único painel do simpósio que contou com a participação presencial e online de adolescentes como palestrantes, e apresentou ao público alguns resultados do programa Cidadão Digital, mantido pela ONG em parceria com a Meta, e outras iniciativas, como o Imprensa Jovem, de educomunicação, da Secretaria Municipal da Educação de São Paulo, e o Onda Digital, do Instituto de Computação da UFBA. 

    A mesa foi mediada pela gerente de projetos da Safernet, Manu Halfeld, ela mesma uma jovem talento engajada desde a primeira edição do Cidadão Digital, em 2020, e contou com a presença das adolescentes Ayla Santos, 16, e Julia Fernandes, 15, ex-integrantes do Imprensa Jovem, do professor Ecivaldo Matos, da UFBA, Natália Paiva, diretora de Políticas Públicas do Instagram, e Guilherme Alves, gerente de projetos da Safernet. 

    Confira a íntegra do painel aqui:

    Acesse materiais de apoio e documentos do painel organizado pela Safernet no simpósio: https://padlet.com/cdsafernet/painelsimposio2022

    Guilherme Alves, em uma de suas falas, reiterou o posicionamento da Safernet sobre o tema, e que tem norteado diferentes ações da ONG, como o programa Cidadão Digital, e defendeu que o simpósio e outros eventos que discutam a segurança e a utilização da internet pela criança e pelo adolescente tenham uma participação maior desse público. 

    "Não é possível materializar a proteção de crianças e adolescentes na internet sem expandir sua participação nos projetos para além de beneficiários. E não apenas a ideia de dar voz, mas considerar essas vozes como relevantes e com impacto decisório, da idealização à avaliação dos resultados. Isso tem nos ajudado a criar projetos que de fato se comuniquem com esse público, criando valor sobre temas como privacidade e empatia, e apostando na educação entre pares como estratégia de proteção", afirmou.

    Julia Fernandes, que aos 15 anos atua como redatora freelancer e cria conteúdo jornalístico que ela publica em suas redes sociais, concorda: “É para ou com crianças? É com crianças. É com a nossa participação”. “O estudante já tem sua voz. Ele só precisa de espaço”, afirmou Ayla Santos. 

    O professor Ecivaldo Matos trouxe da Bahia boas práticas do Onda Digital, como o programa Spike, de design participativo, em que crianças e adolescentes são co-criadores de soluções digitais para problemas de suas comunidades. 

    Natália Paiva antecipou no painel algumas funcionalidades da ferramenta de controle parental do Instagram, desenvolvida com pais e crianças e adolescentes, inclusive no Brasil, e cuja versão nacional deverá ser lançada em setembro deste ano. 

    Durante o painel da Safernet foi exibido um vídeo produzido pela equipe SAC, de Navegantes (SC) segunda colocada do Educathon, 2021, maratona educacional promovida pela Safernet no âmbito do Cidadão Digital, que criou um projeto em defesa do autocuidado nas redes, contra o cyberbullying e a autodepreciação.

    Sobre o Cidadão Digital - A edição 2022 do programa segue com inscrições abertas para jovens de 18 a 29 anos com interesse em participar da formação online do Cidadão Digital. São cinco módulos com conteúdos sobre Introdução à Cidadania Digital (5h); Segurança, Privacidade, Criptografia e Reputação Digital (5h); Respeito, Empatia e Relações Seguras Online (5h); Bem-estar e Saúde Emocional na Internet (5h); Educação Midiática e Desinformação nas Eleições (5h).

    A conclusão da formação permite aos jovens que estes proponham atividades educacionais sobre os temas do Cidadão Digital para alunos do 8º e 9º ano e do ensino médio da rede pública brasileira. Este ano, os projetos que tiverem mais engajamento poderão ser premiados e seus criadores poderão, inclusive, tornar-se bolsistas do programa. 

    Mais informações sobre o CD 2022 aqui.

    Inscrições para a Formação Online aqui.

    Sobre o simpósio: O 7º Simpósio Crianças e Adolescentes na Internet é uma realização do NiC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) e do CGI.br (Comitê Gestor da Internet do Brasil). A Safernet é co-realizadora desde a primeira edição do evento, que atualmente conta também com a co-realização do Instituto Alana e da FGV Direito SP. 

  • 7° Simpósio Crianças e Adolescentes na Internet trará discussões sobre direitos no ambiente online e educação digital

    / / Comportamento Online / Por admin / 4 anos 6 dias atrás
    De volta à modalidade presencial, o Simpósio Crianças e Adolescentes na Internet será realizado no dia 16 de agosto, em São Paulo/SP, trazendo apresentações sobre cidadania digital na comunidade escolar, responsabilidade das plataformas e protagonismo de crianças e adolescentes na proteção online e educação digital, entre outros pontos.

    De volta à modalidade presencial, o Simpósio Crianças e Adolescentes na Internet será realizado no dia 16 de agosto, em São Paulo/SP, trazendo apresentações sobre cidadania digital na comunidade escolar, responsabilidade das plataformas e protagonismo de crianças e adolescentes na proteção online e educação digital, entre outros pontos. O evento é promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), com a correalização do Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação da FGV Direito SP (CEPI FGV Direito SP), do Instituto Alana e da Safernet Brasil. Os interessados em acompanhar as discussões desta 7ª edição devem se inscrever gratuitamente pelo site do encontro.

    “Nosso propósito é incentivar discussões multissetoriais que ajudem a fazer da Internet um ambiente cada vez mais responsável, ético e seguro para os mais jovens”, afirma Raquel Gatto, gerente da assessoria jurídica do NIC.br, adiantando uma novidade desta edição: pela primeira vez, a pesquisa TIC Kids Online Brasil, do CGI.br, será lançada durante o evento, que é direcionado a educadores, mães, pais, responsáveis, psicólogos, pediatras, advogados e demais interessados. A apresentação da nova edição do estudo virá acompanhada de um debate sobre os desafios para a garantia de uma “conectividade significativa” – ou seja, que o acesso à Internet esteja aliado à qualidade dessa conexão, disponibilização de dispositivos e regularidade desse uso – entre crianças e adolescentes. 

    Além do lançamento da pesquisa e da palestra da keynote Kelli Angelini, advogada especialista na área, sobre "Como estimular a cidadania digital na comunidade escolar: boas práticas para uso da tecnologia e o que diz a legislação para infrações", o encontro terá mais três painéis. São eles: "Práticas manipulativas na Internet e seus impactos sobre crianças e adolescentes/Responsabilidade das plataformas diante de crianças e adolescentes"; "Conectando espaços: As escolas como estratégia de construção de espaços físicos e virtuais democráticos" e "Proteção online com ou para crianças e adolescentes? Cocriação e protagonismo nas ações de prevenção e educação".

    Isabella Henriques, diretora executiva do Instituto Alana, instituição organizadora do primeiro painel do evento, destaca que a ideia da discussão é “aprofundar a compreensão sobre a forma como as tecnologias de inteligência artificial e os modelos de negócio dominantes na rede podem moldar o comportamento, saúde mental, e a formação dos mais jovens”. 

    A proposta de painel organizado pelo CEPI FGV Direito SP é de como construir espaços escolares e online que sejam democráticos, entendendo que na atualidade espaços físico e digital estão interligados. “Para isso, traremos para essa discussão especialistas que trabalham com tecnologias na educação, sejam elas sociais ou da informação e comunicação. Articular estes saberes é essencial para pensar no acesso democrático aos espaços e ao conhecimento”, complementa Marina Feferbaum, coordenadora do CEPI FGV Direito SP.

    Por fim, o último painel, proposto pela Safernet, enfatizará a importância de envolver os jovens no processo de formulação de respostas e propostas para a garantia de uma Internet mais segura para crianças e adolescentes. "Com exemplos práticos, pretendemos refletir sobre como a participação ativa de crianças e adolescentes pode ampliar o engajamento no processo de formação para a cidadania em um mundo digital. Em tempos de acesso móvel, educar para a autonomia responsável e segura é um grande desafio que nos convida a inovar e superar a perspectiva de tutela nos projetos e programas de proteção online", afirma Rodrigo Nejm, diretor de Educação da Safernet Brasil. 

    Aqueles que não puderem comparecer presencialmente ao evento, poderão acompanhar as discussões, na íntegra e ao vivo, pelo canal do NIC.br no YouTube (https://youtube.com/nicbrvideos). Mais informações e agenda preliminar em: https://criancaseadolescentesnainternet.nic.br/.

    Anote na agenda

    7° Simpósio Crianças e Adolescentes na Internet
    Data e horário: terça-feira (16/8)
    Endereço: Centro de Convenções Frei Caneca - Rua Frei Caneca, nº 569 - Bela Vista, São Paulo/SP.
    Programação e inscrições gratuitas (para quem quiser obter certificado de participação): https://criancaseadolescentesnainternet.nic.br/

    Solicitações de imprensa: os jornalistas interessados em acompanhamento o evento e solicitar entrevistas com os especialistas do NIC.br e CGI.br devem contatar Ana Nascimento no e-mailanascimento@webershandwick.com, ou pelo telefone (11) 98670-6579.

    Sobre o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br
    O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR — NIC.br (https://nic.br/) é uma entidade civil de direito privado e sem fins de lucro, encarregada da operação do domínio .br, bem como da distribuição de números IP e do registro de Sistemas Autônomos no País. O NIC.br implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.br desde 2005, e todos os recursos arrecadados provem de suas atividades que são de natureza eminentemente privada. Conduz ações e projetos que trazem benefícios à infraestrutura da Internet no Brasil. Do NIC.br fazem parte:  Registro.br (https://registro.br), CERT.br (https://cert.br/), Ceptro.br (https://ceptro.br/), Cetic.br (https://cetic.br/), IX.br (https://ix.br/) e Ceweb.br (https://ceweb.br), além de projetos como Internetsegura.br (https://internetsegura.br) e Portal de Boas Práticas para Internet no Brasil (https://bcp.nic.br/). Abriga ainda o escritório do W3C Chapter São Paulo (https://w3c.br/).

    Sobre o Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br
    O Comitê Gestor da Internet no Brasil, responsável por estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil, coordena e integra todas as iniciativas de serviços Internet no País, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados. Com base nos princípios do multissetorialismo e transparência, o CGI.br representa um modelo de governança da Internet democrático, elogiado internacionalmente, em que todos os setores da sociedade são partícipes de forma equânime de suas decisões. Uma de suas formulações são os 10 Princípios para a Governança e Uso da Internet (https://cgi.br/resolucoes/documento/2009/003). Mais informações em https://cgi.br/.

    Sobre o Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação da FGV Direito SP
    O Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação da FGV Direito SP (CEPI FGV Direito SP) surgiu no final de 2017 a partir da junção das equipes do Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação (GEPI), criado em 2008, braço da FGV Direito SP dedicado ao debate sobre a relação entre o Direito e Novas Tecnologias, e do Núcleo de Metodologia de Ensino (NME), criado em 2005, dedicado à formação docente, metodologia de ensino e ao desenvolvimento de estratégias de ensino para habilitar os alunos às exigências profissionais do século XXI. A constituição do centro se dá em resposta à necessidade de congregar reflexões e práticas sobre os impactos de novas tecnologias na sociedade, seus desafios e suas possibilidades, em conexão com as transformações no contexto do ensino jurídico no Brasil. https://direitosp.fgv.br/centro-de-pesquisa/centro-de-ensino-pesquisa-inovacao

    Sobre o Instituto Alana
    O Instituto Alana é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que acredita que um mundo melhor para as crianças é um mundo melhor para todas as pessoas. Criado em 1994, o Instituto tem como missão de cuidar dos direitos das crianças e seu desenvolvimento pleno, num mundo justo e sustentável. Para isso, desenvolvemos programas que buscam promover e inspirar novas possibilidades de mundo, combinando educação e advocacy, articulação e diálogo. Incidência política e histórias bem contadas.

    Sobre a Safernet Brasil
    Safernet é a ONG referência na promoção e defesa dos direitos humanos na Internet no Brasil. Atua na educação e orientação de crianças, adolescentes, jovens, pais e educadores sobre o uso responsável e seguro da Internet. Criou e coordena a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos e o Helpline.br, canal de ajuda que orienta vítimas de violações de direitos na rede. Desde 2009 coordena o comitê organizador do Dia Mundial da Internet Segura no Brasil. Mais informações: https://www.safernet.org.br/

    Contatos para a Imprensa – NIC.br: 

    Weber Shandwick

    https://webershandwick.com.br/ 

    PABX: (11) 3027-0200 / 3531-4950

    Ana Nascimentoanascimento@webershandwick.com – (11) 98670-6579

    Assessoria de Comunicação – NIC.br

    Carolina Carvalho – Gerente de Comunicação – carolcarvalho@nic.br

    Soraia Marino – Coordenadora de Comunicação – soraia@nic.br 

    Bruna Migues - Analista de Comunicação - bmigues@nic.br 

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    Luana Magalhães – luana.magalhaes@insightnet.com.br
    Marina Ciaramello – marina.ciaramello@insightnet.com.br

    Instituto Alana - Relacionamento com a imprensa
    2PRÓ Comunicação
    alana@2pro.com.br
    Belisa Barga / Regiane Oiveira

    Comunicação Safernet
    Marcelo Oliveira – (11) 98100-9521

  • Cidadão Digital é reconhecido como um dos programas mais inovadores na prevenção de violência contra a criança

    / / Comportamento Online / Por admin / 4 anos 3 semanas atrás

    A Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes reconheceu o programa Cidadão Digital, realizado pela Safernet Brasil com apoio da Meta, como um dos 10 programas mais inovadores na prevenção da violência contra a criança e o adolescente.

    Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), 35 mil crianças e adolescentes de 0 a 19 anos morreram de forma violenta no Brasil entre 2016 e 2020.

    O Cidadão Digital é um programa que forma jovens em temas de privacidade, segurança digital, bem-estar na internet e educação midiática, e os acompanha após o curso para que realizem atividades educativas gratuitas sobre os temas com estudantes dos 8º e 9º ano do fundamental e do ensino médio, e educadores, principalmente da rede pública de ensino.

    Acesse o sumário executivo do relatório da Coalizão e conheça as 10 iniciativas que, realizadas junto com crianças e adolescentes, estão ajudando o Brasil a prevenir violências contra esse público.

    A Coalizão destacou no relatório seis práticas do Cidadão Digital que foram consideradas inovadoras:

    • Formação de mobilizadores com proximidade geracional com as crianças e adolescentes beneficiados pelo programa, o que torna os conteúdos mais acessíveis;
    • Antes de uma atividade ser executada em uma escola, é feito um levantamento das necessidades específicas daquela unidade educacional, ouvindo não só os gestores, mas os alunos;
    • Na escolha dos mobilizadores, a Safernet utiliza critérios para garantir representatividade regional, racial e de gênero, para estimular o respeito à diversidade;
    • Parte dos jovens que participaram de fases anteriores do programa seguem participando do projeto depois;
    • Sistema online de indicadores interativos de resultados;
    • Oferecer espaço para envio de comentários e feedbacks pelo público beneficiado pelo programa.

    Leia o relatório da Coalizão na íntegra.

    A publicação da Coalizão foi lançada durante a audiência pública "Direitos da Criança e do Adolescente no Brasil: 32 anos do ECA", realizada nesta segunda (11), na Comissão de Legislação Participativa da Câmara.

    Terceiro ano - O Cidadão Digital está este ano em sua terceira temporada. Nos seus dois primeiros anos, o programa realizou 1431 atividades, impactando 126 mil estudantes, mobilizando 66 mil educadores, além de mais 4700 pessoas de outros públicos que também foram beneficiadas. Mais de 200 mil pessoas participaram de transmissões ao vivo realizadas pelo programa.

    Em 2022, o Cidadão Digital se renova e amplia sua atuação com uma formação permanente em Cidadania Digital para jovens de 18 a 29 anos que acontecerá enquanto durar a terceira edição do programa, prevista para terminar em março de 2023.

    Os jovens que concluírem a formação até novembro e realizarem atividades nas escolas poderão passar por diferentes níveis de engajamento ao longo do programa e tornarem-se mobilizadores, líderes, tutores ou criadores do Cidadão Digital. Os jovens que forem avançando no projeto e mobilizando mais jovens e educadores podem ganhar prêmios e bolsas de até R$ 1500.

    Conheça a versão 2022/23 do Cidadão Digital aqui.

    Para se inscrever na formação do Cidadão Digital, acesse https://www.safernet.org.br/cidadao-digital/jovens.html.

    Mais informações sobre os dois primeiros anos do Cidadão Digital você encontra aqui: https://www.safernet.org.br/cidadao-digital/dashboard/.

    Sobre a Coalizão - A Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes é uma articulação da sociedade civil organizada iniciada em 2017 e conta hoje com cerca de cinquenta organizações, fóruns e redes dedicadas à prevenção e ao enfrentamento das violências contra crianças e adolescentes no Brasil. Foi responsável pela adesão do governo brasileiro à Parceria Global pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes (Global Partnership to End Violence Against Children), iniciativa lançada pelas Nações Unidas em 2015, voltada à promoção de ações direcionadas ao alcance da Meta 16.2 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Acabar com abuso, exploração, tráfico e todas as formas de violência e tortura contra crianças.

    Atualmente, a Coalizão Brasileira atua em advocacy e estratégias de articulação, mobilização e engajamento de sociedade civil e governos para ampliação do investimento público em intervenções de prevenção às violências contra crianças e adolescentes.

  • Cidadão Digital 2022 abre inscrições e oferece bolsas e prêmios para jovens

    / / Comportamento Online / Por admin / 4 anos 1 mês atrás

    O projeto de educação Cidadão Digital, da Safernet Brasil e da Meta, abre inscrições nesta quarta-feira (15 de junho) para formação online em Cidadania Digital para jovens de 18 a 29 anos. Em seu terceiro ano, o programa terá várias novidades, entre elas cinco possibilidades de engajamento para os jovens participantes, oferecendo até fevereiro de 2023 prêmios e bolsas de até R$1500. 

    O Cidadão Digital é um programa que forma jovens em temas de privacidade, segurança digital, bem-estar na internet e educação midiática, e os acompanha após o curso para que realizem atividades educativas gratuitas sobre os temas com adolescentes e educadores, principalmente da rede pública de ensino. Iniciado em 2020, o programa já impactou mais de 126 mil jovens e adolescentes e 66 mil educadores. No ano passado, a iniciativa foi reconhecida pela União Internacional de Telecomunicações, agência da Organização das Nações Unidas, no World Summit on Information Society Prizes 2021.

    Em 2022, até 1000 jovens serão beneficiados com o Curso de Formação Online, que estará aberto de junho até fevereiro de 2023. Os jovens que concluírem o Curso de Formação Online até 29 de novembro poderão se inscrever para os próximos ciclos do programa, onde serão desafiados a realizar atividades educativas, remotas ou presenciais. A meta do programa é atingir por volta de 60 mil adolescentes e 10 mil educadores em todo o Brasil nesta terceira edição. Até 100 jovens serão beneficiados com premiações pelo engajamento no programa, incluindo gratificações em dinheiro, tablets, leitores de livros virtuais e kits para produção de conteúdo digital. Ao longo dos ciclos, mentorias online serão oferecidas pela equipe do programa, que inclui os Mentores, jovens que participaram do Cidadão Digital em anos anteriores e vão dividir a experiência com os novos participantes.

    Após se inscrever na formação, os jovens poderão escolher os módulos que tiverem mais interesse e estudar nos dias e horários que melhor se adequem às suas rotinas. No curso, terão acesso a aulas online, ferramentas e planos de atividades, sempre alinhados aos currículos escolares e marcos regulatórios. O curso é ofertado em 5 módulos, que ao todo compõem uma certificação de 25 horas: Introdução à Cidadania Digital (5h); Segurança, Privacidade, Criptografia e Reputação Digital (5h); Respeito, Empatia e Relações Seguras Online (5h); Bem-estar e Saúde Emocional na Internet (5h); Educação Midiática e Desinformação nas Eleições (5h).

    O segundo ciclo de engajamento, após o curso, é o de Mobilizadores, quando até 100 jovens serão convidados a realizar pelo menos uma atividade educativa a partir de material de apoio que receberão da Safernet. As gratificações e premiações têm foco em beneficiar jovens de todas as regiões do país que conseguirem tirar do papel ações de impacto e mobilizarem adolescentes ou educadores.

    Os 50 mobilizadores mais engajados poderão se tornar Líderes locais do Cidadão Digital, continuando a realizar atividades e recebendo premiações maiores. Neste terceiro ciclo de engajamento, serão convidados para eventos organizados pela Safernet e terão acesso a mentorias especiais para que desenvolvam habilidades de liderança, articulação estratégica e metodologias de impacto na educação, respeitando as diversidades e desafios locais. 

    O quarto ciclo do programa acontece em novembro de 2022, no Educathon. Trata-se de uma maratona na qual equipes de adolescentes e seus educadores criam e executam uma ação derivada do programa em suas escolas ou comunidades. Até 25 jovens que se destacaram como Líderes se tornarão Tutores, auxiliando as equipes para que criem projetos criativos que tenham um impacto duradouro nas escolas. Neste ano, 50 equipes de adolescentes poderão participar da maratona, concorrendo também a premiações. Já os jovens que participarem neste nível do programa receberão bolsa de R$1000 por um mês. 

    Dos tutores, a Safernet pretende chegar ao grupo de 10 Criadores que participarão do III Youth Summit, evento realizado presencialmente, em fevereiro de 2023, na semana do Dia da Internet Segura 2023. O desafio para os Criadores será aplicar toda a experiência que adquiriram no programa criando planos de atividades para impactar suas comunidades locais ao longo de fevereiro. Os participantes deste nível receberão bolsa de R$1500 por um mês.

    "Temos muito orgulho da nossa longa parceria com a Safernet com o programa Cidadão Digital. O foco neste novo ciclo é que o programa tenha cada vez mais jovens protagonizando o debate público sobre educação e internet", diz Carolina Ferracini, Gerente de Programas em Políticas Públicas da Meta.

    “O programa chega a seu terceiro ano com novas oportunidades, e a principal delas é que mais jovens poderão se engajar, de acordo com os temas que mais têm interesse e do tempo que tiverem disponível”, afirma Guilherme Alves, gerente de projeto do Cidadão Digital. “Dessa forma, esperamos chegar a mais escolas, inclusive com atividades presenciais, neste ano que é marcado pelo retorno à sala de aula após dois anos de distanciamento causado pela pandemia de Covid-19”.

    A meta da Safernet é criar estratégias de formação, engajamento e recompensa ao longo dos ciclos, fortalecendo uma rede formada por centenas de jovens interessados em impactar positivamente a educação pública.

    Segundo Rodrigo Nejm, diretor de Educação da Safernet, o Cidadão Digital mantém seu espírito inovador e conectado com as discussões mais atuais sobre uso seguro de tecnologias. “O apoio à democracia e ao engajamento cívico se fortalece com conteúdos sobre Desinformação Eleitoral no curso de formação. Também temos trabalhado para que mais adolescentes se tornem protagonistas na educação para cidadania digital, ampliando o Educathon e fortalecendo a discussão sobre bem-estar na Internet”. 

    Para se inscrever, acesse https://www.safernet.org.br/cidadao-digital/jovens.html

    Mais informações sobre os dois primeiros anos do Cidadão Digital você encontra aqui:
    https://www.safernet.org.br/cidadao-digital/dashboard/

    Mais informações:

    Safernet Brasil - Marcelo Oliveira (Assessor de Imprensa)
    11-98100-9521
    Meta - meta@idealhks.com

  • Safernet aponta que discurso de ódio cresceu nas duas últimas eleições

    / / Comportamento Online / Por admin / 4 anos 3 meses atrás

    Os indicadores do hotline da Safernet, que recebe denúncias de 10 crimes contra os direitos humanos praticados com o uso da internet, mostram que houve mais denúncias de racismo, lgbtfobia, xenofobia, neonazismo, misoginia e apologia a crimes contra a vida em 2020 e em 2018 em relação aos anos que antecederam as últimas eleições municipais e presidenciais.

    A central da Safernet recebe denúncias de sete tipos de crimes que envolvem discurso de ódio, destes apenas intolerância religiosa não seguiu esse padrão nas duas últimas eleições. 

    Educação contra a barbárie 

    Para a Safernet, a repressão penal aos crimes de ódio não pode vir desacompanhada de ações educacionais que promovam a diversidade. 

    "O discurso de ódio nas redes é usado como uma plataforma política para engajar a audiência, dar notoriedade ao emissor e assim trazer mais votos, por isso a abordagem do tema precisa ser estratégica. Acreditamos que a educação para qualificar o debate e o incentivo de conteúdos que promovam diálogo são caminhos para se alcançar um ambiente em que se conquiste votos por meio de ideias, não no grito", afirma a psicóloga Juliana Cunha, diretora de projetos especiais da Safernet.

    No próximo dia 12 a Safernet lançará a segunda edição do SaferLab, um laboratório de ideias que apoia o protagonismo jovem na criação de conteúdos sobre direitos humanos para tornar a internet um lugar melhor - com mais diálogo e respeito à diversidade. Serão 10 jovens criadores das cinco regiões do país que contarão com mentorias, workshops e bolsas para criar contranarrativas ao discurso de ódio. 

    O lançamento do SaferLab será marcado por uma live, que será transmitida a partir das 18h, no YouTube da Safernet ( https://www.youtube.com/user/safernet ), que reunirá ativistas, pesquisadores e autoridades que estão na linha de frente do combate ao discurso de ódio e à intolerância. 

    Participarão da live a professora Lola Aronovich, da Universidade Federal do Ceará, Marcelle Decothé, do Instituto Marielle Franco, a Procuradora Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, Neide Cardoso, e Juliano Cappi, doutor pela PUC-SP, com pesquisa sobre o discurso de ódio. Os quatro discutirão como esse tipo de narrativa tem crescido no Brasil desde 2018 e como esse tipo de mensagens afeta as pessoas na época de eleições.

    Crescimento do discurso de ódio nas eleições

    Para a Safernet os indicadores da Central de Denúncias apontam que as eleições tornaram-se, nos últimos anos, um campo fértil para o discurso de ódio, que desde 2018 têm registrado aumento no período eleitoral. 

    Em 2020, racismo e xenofobia registraram mais do que o dobro de denúncias em relação à 2019. Já as denúncias de neonazismo tiveram um crescimento de 740,7% em 2020 em relação ao ano anterior.

    Em 2018, misoginia, xenofobia e neonazismo tiveram os maiores percentuais de crescimento. 

    Sobre o SaferLab

    O SaferLab ( http://saferlab.org.br/ ) é um laboratório de ideias que apoia o protagonismo jovem na criação de formatos de contranarrativas para o combate ao discurso de ódio e a discriminação na Internet nas eleições, baseado nos princípios universais dos Direitos Humanos.

    Contranarrativas são histórias que se opõem ou desmontam um senso predominante. No caso, o discurso de ódio. São maneiras de se opor e desconstruir narrativas comuns de discriminação e intolerância, mas vão além e têm uma abordagem propositiva, propondo o diálogo, a igualdade, o respeito às diferenças e a liberdade. Isso pode ser feito com fatos, dados, humor, sensibilidade, humanidade e outras atitudes que promovam experimentar diferentes pontos de vista. Provocar empatia pelos grupos discriminados é um dos objetivos.

    A primeira edição do projeto foi realizada em 2018 e alcançou 33 milhões de pessoas pelas redes sociais. Em 2022, o projeto tem a participação de 10 jovens criadores de conteúdo selecionados nas cinco regiões do país (4 do Nordeste, 2 do Norte, 2 do Sudeste, 1 do Sul e 1 do Centro-Oeste). Todos eles já passaram por alguns dos programas de educação da SaferNet Brasil. Nesta segunda edição, o SaferLab tem como propósito engajar criadores, educadores, promover conversas e debates com a sociedade civil e outras partes interessadas no combate ao discurso de ódio na internet.

    A maioria dos jovens criadores, cujas idades variam entre 22 e 29 anos, são de grupos que costumam ser alvo de discurso de ódio e postarão conteúdos com contranarrativas para inspirar, empoderar e apoiar o protagonismo de outros adolescentes e jovens na tarefa de combater a discriminação em função de gênero, etnia e/ou orientação sexual, em especial no período eleitoral. 

    Em 2022, o SaferLab conta com apoio da Google.org, uma fundação mantida pela Google que apoia projetos de impacto para ajudar a resolver desafios enfrentados pela humanidade. 

    Sobre a Safernet

    A Safernet é a primeira ONG do Brasil a estabelecer uma abordagem multissetorial para proteger os Direitos Humanos no ambiente digital. Fundada em 2005. A Safernet criou e mantém a Central Nacional de Denúncias de Violações contra Direitos Humanos (Hotline)  ( https://new.safernet.org.br/denuncie ), o Canal Nacional de Apoio e Orientação sobre Segurança na Internet (Helpline) ( https://new.safernet.org.br/helpline ) e ações de conscientização sobre uso cidadão da Internet. São 16 anos de experiência na entrega de projetos inovadores com enorme impacto social, incluindo programas de capacitação para educadores, adolescentes, jovens e formuladores de políticas públicas no Brasil.  Desde 2009, a Safernet coordena o Dia Mundial da Internet Segura no Brasil e, em 2013, a SaferNet foi homenageada com o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, concedido pela Presidência da República do Brasil. Mais informações: https://www.safernet.org.br/ 



  • StopNCII - Plataforma para coibir a divulgação de imagens íntimas na internet, é lançada em português e espanhol

    / Institucional / Comportamento Online / Por admin / 4 anos 4 meses atrás

    A plataforma StopNCII.org, da UK Revenge Porn Helpline, destinada a conter a divulgação não consensual de imagens e vídeos íntimos em plataformas como Facebook e Instagram, está disponível em português e espanhol desde 30 de março, anunciou a Meta. A Safernet é parceira do projeto no Brasil. 

    Este avanço tecnológico, anunciado globalmente em dezembro de 2021, permite que as pessoas marquem seus conteúdos íntimos com um código numérico, também conhecido como “hash”, para interromper a sua distribuição nos aplicativos das empresas que fazem parte do projeto. O processo é privado e seguro, pois as imagens ou vídeos não saem do dispositivo da vítima, e são poucos os dados necessários para criar uma solicitação de ajuda. 

    A plataforma permite também que pessoas que tiveram suas imagens vazadas também possam receber aconselhamento jurídico e psicológico de mais de 10 organizações da América Latina que apoiam a iniciativa, incluindo a Safernet no Brasil.

    “A violência em ambientes digitais traz consequências graves de longo prazo para a vida das vítimas, por isso é fundamental buscar soluções para prevenir a revitimização. Essa iniciativa é mais uma prova de que é possível transformar as tecnologias em aliadas no enfrentamento à violência contra mulheres e a outros grupos vulneráveis na Internet”, afirma Juliana Cunha, diretora de projetos especiais da Safernet.

    “A disponibilidade do StopNCII.org em português e espanhol permitirá que mais pessoas na América Latina, incluindo aquelas pertencentes a setores vulneráveis, como comunidades indígenas e LGBTQ+, impeçam que suas imagens íntimas sejam compartilhadas online sem o seu consentimento. Continuaremos ajudando a fortalecer esta plataforma, que busca mitigar um dos abusos online que podem gerar efeitos devastadores na vida das mulheres, contribuindo para que a prevalência da violência online de gênero, que hoje ultrapassa 90% na região, diminua”, compartilhou María Cristina Capelo, Líder de Políticas Públicas para Bem-Estar e Segurança da Meta na América Latina.

    Em relação ao lançamento, várias organizações e veículos de comunicação latino-americanos se manifestaram contra a violência de gênero online e a disseminação não consensual de conteúdo íntimo, cuja sigla em inglês é NCII (Non-Consensual Intimate Imagery). Os signatários pedem para que outras organizações se juntem a essa luta e se comprometam a divulgar informações que ajudem as vítimas desse tipo de violência.

    O StopNCII.org é destinado a pessoas maiores de 18 anos que suspeitam que suas imagens íntimas podem ser compartilhadas - ou já foram divulgadas - sem o seu consentimento. Imagens de abuso sexual infantil podem ser denunciadas para a Safernet no link denuncie.org.br

    Para saber mais, acesse: fb.me/StopNCIIportugues

    Anexo: por_manifiesto_-_parar_a_violencia_de_genero_online.pdf

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