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  • SaferNet e Instituto da Criança e Adolescente, do HC, lançam websérie “Bem-Estar no Plural” sobre saúde emocional na adolescência

    / / Comportamento Online / Por marcelo / 9 meses 2 semanas atrás

    O Instituto da Criança e do Adolescente (ICr) do Hospital das Clínicas da USP e a SaferNet Brasil lançaram esta semana a websérie “Bem-Estar no Plural”, com transmissão ao vivo pelo canal institucional do ICr no YouTube. O evento marcou o início de uma importante ação de saúde pública que une comunicação, ciência e tecnologia para promover o cuidado emocional entre adolescentes.

    A série, lançada nos canais do ICr e da SaferNet no YouTube, aborda temas como depressão, ansiedade, TDAH, transtornos alimentares e autolesão, sempre com diálogos em linguagem acessível entre especialistas e jovens, num formato sensível.

    “Falar sobre saúde emocional é também falar sobre futuro. O ICr entende que o cuidado precisa atravessar os muros do hospital e alcançar os espaços onde os jovens vivem, estudam e se relacionam, inclusive os digitais”, afirma o professor Clovis Artur Almeida Silva, Presidente do Conselho do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da USP.

    Para a Diretora Executiva do ICr, Mariana Nutti de Almeida Cordon, parcerias como a estabelecida com a SaferNet têm o papel de colocar a comunicação digital como aliada da saúde pública.

    “Quando unimos instituições comprometidas com a ética, o conhecimento e o cuidado, criamos pontes que transformam. A SaferNet é uma referência nacional na promoção de uma internet segura e responsável, e essa parceria reforça o compromisso do ICr em usar as plataformas digitais como espaços de diálogo e educação em saúde”, ressalta.

    Para Juliana Cunha, da SaferNet Brasil, é necessário transformar o ambiente digital em um lugar de cuidado, onde os jovens encontrem informações seguras e se sintam à vontade para pedir ajuda. “Essa parceria com o ICr mostra como saúde e tecnologia podem caminhar juntas”, afirma.

    Já a diretora de Corpo Clínico do ICr, Aurora Pagliara Waetge, complementou: “trazer a saúde emocional para o centro da pauta institucional é uma forma de cuidar do presente e preparar o futuro. Precisamos dar visibilidade ao sofrimento psíquico dos adolescentes e mostrar que há caminhos de acolhimento e tratamento.”

    Para marcar o lançamento da série, um debate foi realizado no auditório do ICr entre Benito Lourenço, chefe da Unidade de Adolescentes do ICr; a psicóloga Juliana Cunha, diretora de Projetos Especiais da SaferNet Brasil; e Indiana Torretta, gerente de Parcerias de Conteúdo de Saúde do YouTube.

    Durante a conversa foi destacada a urgência de construir redes digitais mais acolhedoras e seguras, onde a escuta, o diálogo e a informação caminhem juntos em prol do fortalecimento da saúde emocional dos adolescentes.

    “O Bem-Estar no Plural nasceu da escuta e da vivência de quem atende adolescentes todos os dias. É uma iniciativa que fala a língua dos jovens, respeita seus tempos e convida à reflexão sobre o que é sentir e ser cuidado”, explicou Lourenço.

    “Quando instituições como o ICr e a SaferNet se unem, mostram que o conteúdo digital pode ser ferramenta de transformação social”, destacou Indiana Torretta, do YouTube.

    O primeiro episódio da série, intitulado “Depressão não é só tristeza”, traz as participações de Juliana Cunha (SaferNet Brasil), Leandro Mendonça, líder de projetos da Associação Pela Saúde Emocional (ASEc+), e Gui Sampaio, apresentador e criador de conteúdo da DiaTV. O episódio já está disponível nos canais do ICr e da SaferNet no YouTube. Novos capítulos serão lançados sempre às sextas-feiras, às 15h.

    Assista aos episódios e inscreva-se no canal: https://www.youtube.com/user/Safernet

    YouTube Health

    Os conteúdos criados em parceria pelo ICr e a SaferNet farão parte da biblioteca de vídeos YouTube Health, do Youtube, com conteúdos selecionados sobre saúde.

    Essa área do YouTube terá conteúdos sobre saúde mental e bem-estar em um espaço dedicado a criações voltadas especialmente para adolescentes.

    Segundo o YouTube, quando adolescentes procurarem informações adequadas para sua idade sobre temas comuns de saúde mental e bem-estar, como depressão, ansiedade, TDAH e transtornos alimentares, terão acesso a uma seção de vídeos de fontes confiáveis. O objetivo é facilitar o acesso a informações confiáveis e adequadas à fase de desenvolvimento de cada um.

    Em alguns países, como Brasil, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França e Reino Unido, essas seções já estarão disponíveis nas próximas semanas.

    Um vídeo só vai aparecer na seção se for voltado a adolescentes e baseado em evidências. Para cumprir esses requisitos, contamos com organizações especializadas em saúde mental e bem-estar de adolescentes, de várias partes do mundo, na produção dos vídeos. As organizações sabem que, para alcançar os adolescentes, é essencial estar nas plataformas que eles já usam para buscar informações, como o YouTube.

    "Falar sobre saúde mental pode ser um desafio, especialmente na adolescência. E sabemos que o YouTube é uma das principais plataformas que os jovens procuram se informar e se conectar. Por isso a série Bem Estar no Plural, em collab com especialistas do ICr, traduz conhecimento científico num formato onde o jovem é o protagonista da conversa. Nossa expectativa é que esse conteúdo ajude a cumprir a missão de quebrar estigmas e que buscar ajuda é um ato de coragem", afirmou Juliana Cunha.

    Texto publicado em 17/10/2025

     

    imprensa@safernet.org.br

    * Com textos e informações das assessorias do ICr/HCFMUSP e YouTube

  • SaferNet e Google promovem formação gratuita sobre supervisão familiar e controle parental

    / / Comportamento Online / Por marcelo / 11 meses 3 dias atrás

    A Safernet Brasil, em parceria com o Google, realizará uma formação continuada online ao longo do segundo semestre de 2025 para apoiar pais, responsáveis, educadores e demais pessoas interessadas na conscientização sobre supervisão familiar e ferramentas de controle parental, essenciais para que crianças e adolescentes possam fazer um uso consciente, seguro e ético da internet. 

    Lidar com as tecnologias digitais pode ser desafiador, por isso a SaferNet deseja promover reflexões e trazer dicas práticas para a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. 

    Segundo pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), apenas 3 em cada 10 pais usam ferramentas de mediação parental. O número diminui, porém, quando a pesquisa questiona se os pais usam ferramentas que limitam o tempo de tela dos filhos: apenas 24% responderam sim. Outra pesquisa, encomendada pelo Google, mostra que só 17% dos pais no Brasil usam ferramentas de controle. 

    No próximo dia 10 (quarta-feira), a SaferNet abre a série com "Famílias Conectadas: uma conversa sobre supervisão familiar e ferramentas de controle parental" que será transmitida entre 19h e 20h (horário de Brasília) no canal da Safernet, no YouTube.

    A formação é continuada e terá novos encontros. Detalhes e datas das próximas etapas serão anunciadas nas redes sociais e no site da SaferNet. 

    Além de pais e responsáveis, essa formação é voltada também para educadores; profissionais da educação e demais pessoas interessadas no tema.

    A formação abordará introdução à supervisão familiar; noções de privacidade e segurança; abandono digital de crianças e adolescentes e como utilizar ferramentas de controle parental.

    Certificado de participação será emitido aos participantes. Orientações sobre como obter o documento serão compartilhadas ao final da transmissão.

    Para participar, é necessário se inscrever através do formulário: https://bit.ly/live-supervisao-familiar

    A formação será conduzida pelas psicólogas Juliana Cunha, diretora de Projetos Especiais da SaferNet, e Bianca Orrico, que atua no canal de ajuda e na área de Educação da SaferNet. 

    Juliana Cunha é mestre em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Com 15 anos de experiência clínica com adolescentes e jovens e como professora de Psicologia e Tecnologia. Na SaferNet Brasil, é diretora de projetos especiais, com foco em empoderamento e segurança de crianças, adolescentes, jovens e mulheres. É responsável pelo Helpline, serviço nacional que oferece orientação online sobre o uso seguro da Internet;

    Bianca Orrico é doutora em Estudos da Criança pela Universidade do Minho (Portugal) e Mestre em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade de Coimbra (Portugal). Na SaferNet Brasil, atua desde 2012 na equipe do canal de ajuda e na área de educação, desenvolvendo materiais pedagógicos, palestras de conscientização sobre uso crítico e responsável da Internet e suporte a educadores na aplicação da Disciplina sobre Cidadania Digital. É membro suplente do Conanda. 

    Sobre a SaferNet

    A Safernet completará 20 anos de existência em dezembro deste ano. Durante sua trajetória, a ONG brasileira tornou-se referência na promoção dos direitos humanos na internet. Com uma abordagem multissetorial, atua no enfrentamento aos crimes cibernéticos contra os Direitos Humanos, no acolhimento de vítimas de violência online e em programas de educação, prevenção e conscientização.

    A Safernet mantém o Canal Nacional de Denúncias www.denuncie.org.br, conveniado ao Ministério Público Federal e o Canal de ajuda.org.br , o Helpline, para vítimas de violência e outros problemas online. A Safernet promove o uso seguro da internet com projetos educacionais como a Disciplina de Cidadania Digital .

    A SaferNet mantém o quinto hotline que mais coopera com hotlines de outros países no combate à proliferação de imagens de abuso e exploração sexual infantil.

    Texto publicado em 04/09/2025

    Mais informações à imprensa
    imprensa@safernet.org.br

  • SaferNet lança Play na Consciência, material sobre riscos de bets na Semana Nacional das Juventudes, em Brasília

    / / Comportamento Online / Por marcelo / 11 meses 3 semanas atrás

    Nesta terça-feira, 12 de agosto, foi celebrado o dia internacional da juventude. Em Brasília, durante o Seminário Nacional das Juventudes, a SaferNet lançou o material educativo “Play na Consciência” sobre riscos em jogos de apostas online, que passará a integrar o acervo de materiais do projeto Cidadão Digital. 

     

    A participação da SaferNet no Seminário Nacional das Juventudes, que aconteceu em Brasília, foi no painel “Desafios para o Bem-estar das Juventudes do Brasil”, nesta terça-feira, na Universidade de Brasília (UnB). A novidade foi apresentada pelo assistente de projetos da ONG, Gustavo Barreto, também membro do Conselho Nacional da Juventude. 

     

    Dê um “Play na Consciência”. 

     

    O Cidadão Digital é um programa de educação entre pares, criado em 2020, que trata de temas relacionados à cidadania digital. 

     

    Os temas das atividades são definidos pela escola junto com a Safernet dentre quatro eixos temáticos pré-definidos:

    Segurança, privacidade, criptografia e reputação online;

    Respeito, empatia e relações seguras na internet;

    Bem-estar e saúde emocional online;

    Educação midiática e combate à desinformação.

    Nas quatro edições anteriores, 59 jovens, de todos os estados brasileiros, foram selecionados como embaixadores e co-criaram com a SaferNet 2125 atividades educacionais que beneficiaram 215 mil jovens e adolescentes e 70 mil educadores pelo país. 

    A atual edição do Cidadão Digital foi prorrogada até dezembro de 2025. 

    Texto publicado em 13/08/2025

    Mais informações: 
    imprensa@safernet.org.br

  • SaferNet apresenta projeto sobre mau uso de IA generativa em evento da ONU na Noruega

    / / Comportamento Online / Por marcelo / 1 ano 1 mês atrás

    A SaferNet participou nesta quarta-feira (25) do Fórum de Governança da Internet (IGF, 2025), organizado pela ONU, em Lillestrom, Noruega. A ONG participou do debate “Combate às deepfakes sexuais: protegendo adolescentes globalmente” que abordou, entre outros temas, como escolas poderão implementar cidadania digital e conhecimento sobre os perigos das deepfakes sexuais. 

    No Brasil, várias escolas, especialmente da rede particular, têm enfrentado problemas com a alteração de imagens reais com inteligência artificial (deepfakes) com conteúdo sexual. Aplicativos divulgados em redes sociais e vendidos em grupos e fóruns criados em aplicativos de mensagens, por exemplo, permitem a “nudificação” de uma imagem, ou seja, modificar uma foto verdadeira de uma pessoa em qualquer traje, fazendo com que ela apareça nua. 

    Geralmente, as vítimas das deepfakes são meninas e os autores, meninos. A manipulação de imagens de pessoas menores de 18 anos para conteúdo de nudez ou ato sexual é um ato infracional equivalente ao crime de “pornografia infantil”. Além da difusão das imagens de nudez criadas com inteligência artificial, os casos acabam envolvendo o ciberbullying e a extorsão sexual, quando o autor da imagem chantageia a vítima para não divulgar a foto ou o vídeo criado com IA. 

    Além da SaferNet, o debate do qual a ONG participará terá representantes da China, Coreia do Sul e da Europa. 

    No debate, a diretora de projetos especiais da SaferNet falou do estudo “Uso indevido de IA generativa: perspectivas sobre riscos e danos centradas nas crianças” que está sendo conduzido pela ONG sobre o uso de IA para assédio sexual, ciberbullying e extorsão sexual contra crianças e adolescentes. Juliana apresentou também dados das pesquisas realizadas pelo projeto Discover da SaferNet, no Telegram, sobre disseminação de imagens de abuso e exploração sexual infantil nessa plataforma.

    O projeto brasileiro, um estudo qualitativo, financiado com recursos do fundo SafeOnline, gerido pela Unicef, tem metodologia participativa e contará com a participação direta de jovens para a geração de dados com a visão de adolescentes sobre suas experiências relacionadas aos riscos e ameaças trazidos por imagens de abuso sexual e nudez geradas por IA generativa. 

    “O estudo que está sendo realizado pela SaferNet visa preencher uma lacuna em dados qualitativos sobre o mau uso de IA generativa no Brasil visando a recomendação de políticas baseadas em evidências e centradas nas crianças que possam ir além do pânico moral e abordagens meramente punitivas e focar na criação de conhecimento sobre o impacto dessas imagens e o abuso e exploração sexual infantil online, ciberbullying, assédio e extorsão sexual e a criação de estratégias de prevenção desses crimes”, afirmou a diretora de projetos especiais da SaferNet, Juliana Cunha, que está na Noruega para o IGF2025 e participará do debate. 

    O debate dessa quarta-feira tratou de medidas legais e educacionais que sejam efetivas para discutir os impactos da criação e divulgação de deepfakes sexuais entre adolescentes nas escolas; como o currículo escolar pode incluir a cidadania digital e conhecimento sobre os perigos das imagens sexuais criadas com IA generativa e que medidas pró-ativas podem ser implementadas pelos países para antecipar as mudanças tecnológicas e prevenir os perigos das deepfakes sexuais contra os adolescentes de todo o mundo. 

    Os participantes do debate, de acordo com o site do IGF2025, “terão uma compreensão mais clara de quão séria e disseminada se tornou a questão das deepfakes sexuais entre crianças e adolescentes em várias partes do mundo”. 

    Sobre a SaferNet

    A Safernet completará 20 anos de existência em dezembro deste ano. Durante sua trajetória, a ONG brasileira tornou-se referência na promoção dos direitos humanos na internet. Com uma abordagem multissetorial, atua no enfrentamento aos crimes cibernéticos contra os Direitos Humanos, no acolhimento de vítimas de violência online e em programas de educação, prevenção e conscientização. 

    A Safernet mantém o Canal Nacional de Denúncias, conveniado ao Ministério Público Federal e o Canal de Ajuda, o Helpline, para vítimas de violência e outros problemas online. A Safernet promove o uso seguro da internet com projetos educacionais como a Disciplina de Cidadania Digital

    Texto publicado em 24/06/2025 e editado em 25/06/2025. Foto e link da apresentação inseridos em 25/06/2025.

    SERVIÇO

    IGF 2025, Lillestorm, Noruega, Sala 1 (Room 1)

    Debate: Combate às deepfakes sexuais: cuidando dos adolescentes globalmente (Combating Sexual Deepfakes: Safeguarding Teens Globally)

    Com Yi Teng Au, Ji Won Oh, representantes da Coreia do Sul, Kenneth Leung (China), Janice Richardson (França) e Juliana Cunha (SaferNet Brasil). 

    Quando: 25 de Junho de 2025

    Veja o debate aqui.

  • SaferNet participa do lançamento do guia “Crianças, Adolescentes e Telas”

    / / Comportamento Online / Por marcelo / 1 ano 4 meses atrás

    A SaferNet participou na última terça-feira (11), na sede do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, em Brasília, do lançamento do “Crianças, Adolescentes e Telas: Guia sobre Uso de Dispositivos Digitais”, que traz recomendações baseadas em evidências científicas para ajudar famílias, educadores, gestores e toda a sociedade a tomar decisões sobre o tema, e serve de base às políticas públicas nas áreas de saúde, educação, assistência social e proteção do Governo Federal.

    O guia foi elaborado por meio de um trabalho conjunto que envolveu sete ministérios do Governo Federal e 18 especialistas de diferentes instituições, incluindo a SaferNet Brasil, que participou ativamente do processo como representante da sociedade civil. 

    O presidente da SaferNet, Thiago Tavares, que esteve no lançamento, ressaltou a importância do amplo diálogo intersetorial para discutir temas sensíveis e construir consensos. “O guia é um documento dinâmico que será constantemente revisado e atualizado para refletir as rápidas mudanças no ecossistema digital”, afirmou.

    O que você vai encontrar no Guia?

    ✔ Impactos das telas na saúde

    ✔ Direitos digitais de crianças e adolescentes

    ✔ Bem-estar digital

    ✔ Como lidar com riscos e danos, como cyberbullying, desinformação e abuso online

    ✔ Oportunidades para educação digital e midiática

    ✔ Recomendações para um ambiente digital mais seguro

    Acesse o guia na íntegra aqui

    Discussão sobre telas deve ir além do tempo de uso

    A SaferNet participou de um debate realizado durante o lançamento do guia. Na ocasião, a diretora de projetos especiais da SaferNet, Juliana Cunha, ressaltou que na questão do uso das telas tão importante quanto o tempo é preciso analisar a qualidade das interações e experiências online das criança e dos adolescentes. 

    “A gente precisa considerar os diferentes tipos de uso. Você tem um uso que é muito passivo, você tem um uso que é mais ativo, você tem um uso que é interativo, um que é mais criativo de produzir coisas e também o tipo de conteúdo. Então, você tem um conteúdo de baixa qualidade, como por exemplo um conteúdo pesadamente comercial, e a questão do conteúdo potencialmente danoso, (como) automutilação, de maltrato contra animais, de violência gráfica. Então, não interessa só o tempo de tela porque você pode ser exposto a um conteúdo desse, de um minuto, e ele produzir muito mais danos se você usasse um jogo educativo por uma hora”, afirmou. 

    Juliana ressaltou também que nem todas as crianças e adolescentes são impactadas pelo uso de telas da mesma maneira. O impacto muda conforme a raça, classe social e gênero da criança. 

    “A gente sabe que as violências, especialmente o compartilhamento não consensual de imagens íntimas, são conteúdos cujo alvo principal são meninas e mulheres. Precisamos de estratégias que considerem essas diferenças. Que considerem essa diversidade”, afirmou. 

    Veja a fala completa de Juliana aqui, a partir de 4´48. 

    Sobre a SaferNet

    A Safernet existe desde 2005 e tornou-se a ONG brasileira de referência na promoção dos direitos humanos na internet. Com uma abordagem multissetorial, atua no combate a crimes cibernéticos contra os Direitos Humanos, no acolhimento de vítimas de violência online e em programas de educação, prevenção e conscientização. A Safernet mantém a Central Nacional de Denúncias, conveniada ao Ministério Público Federal e o Canal de Ajuda, o Helpline, para vítimas de violência e outros problemas online. A Safernet promove o uso seguro da internet com projetos educacionais como a Disciplina de Cidadania Digital. 

    Texto publicado em 12/03/2025

    Safernet Brasil
    Marcelo Oliveira
    Assessor de Imprensa
    (11) 98100-9521

  • Professores compartilham experiências sobre cidadania digital em sala de aula

    / / Comportamento Online / Por marcelo / 1 ano 7 meses atrás

    Três professores do Nordeste e uma de Santa Catarina se reunirão online nesta terça-feira (10), a partir das 19h, para o evento “Cidadania Digital na Prática: experiências de professores em sala de aula”.

    No bate-papo, os professores irão partilhar suas experiências na aplicação da Disciplina de Cidadania Digital, desenvolvida pela SaferNet e o Governo do Reino Unido, na prática diária com estudantes, neste segundo semestre.

    O evento será transmitido ao vivo pelo YouTube da SaferNet.

    A Disciplina de Cidadania Digital é um componente curricular criado para alunos do ensino médio e dos anos finais do ensino fundamental. A disciplina tem planos de aula para 44 horas/aula e é dividida em 5 módulos que podem ser aplicados na íntegra ou parcialmente pelos professores.

    Quatro professores, diferentes realidades

    Participarão do evento online da SaferNet os seguintes educadores:

    Ana Paula Lopes da Silva, da Escola Professora Maria do Carmo de Araújo Maia, em Campo Formoso, Bahia;

    A professora aplicou a disciplina para alunos do 8º e 9º anos do fundamental.Os alunos apresentaram os temas propostos em dinâmicas como rodas de conversa e uso de metodologias ativas (quando os próprios estudantes são protagonistas no processo de construção do conhecimento).

    Luis Henrique Nunes de Sousa, do Centro de Ensino Doutor José Neiva, em Pastos Bons, Maranhão;

    Apesar da baixa conectividade à internet de banda larga na sua região, o professor estimulou debates sobre uso excessivo das redes sociais, desinformação e bem-estar digital entre os alunos do 1º ao 3º ano do Ensino Médio.

    Luciana Ramos Alves, da Escola Cidadã Integral Bartolomeu Maracajá, em São José dos Cordeiros, Paraíba;

    A professora ministrou os conteúdos da disciplina para alunos do 8º ano do fundamental ao 3º do médio, da cidade e da zona rural do município, localizado no Cariri paraibano e procurou fazer com que o conteúdo em sala de aula chegasse à comunidade escolar, devido sua importância.

    Rafaela Amaral Passos, da Escola de Ensino Médio Deputado Nagib Zattar, de Joinville, Santa Catarina.

    A professora ministrou os conteúdos da disciplina para alunos do 1º e 2º anos do ensino médio e juntos criaram histórias em quadrinhos para conscientização do ciberbullying e construção de um ambiente online mais seguro e respeitoso.

    O bate-papo dessa terça-feira será mediado pela psicóloga Bianca Orrico, da SaferNet, que atua nos projetos de Educação da ONG e no Canal de Ajuda da instituição.

    Disciplina pelo Brasil

    Em dois anos de aplicação no país, a Disciplina de Cidadania Digital já alcançou 356 escolas de 242 cidades, localizadas em 18 estados e no Distrito Federal. No momento, mais de 40 mil alunos tiveram acesso aos conteúdos da plataforma em sala de aula, ministrados por 416 professores.

    Em todas as unidades da federação, mais de 15500 professores se matricularam no Curso para Formação de Educadores da Disciplina, disponível no site do projeto e na Plataforma Avamec.

    Saiba detalhes de como está a aplicação do projeto pelo país em nosso mapa interativo.

    Inscrições para prêmio terminam dia 15

    Professores que aderiram à Disciplina de Cidadania Digital e que desenvolveram neste segundo semestre atividades a partir do caderno de aulas do projeto têm até 15 de dezembro para se inscreverem na segunda edição do Prêmio Cidadania Digital em Ação. O prêmio levará em consideração relatos de experiência que se destacaram pelo protagonismo estudantil, engajamento com a comunidade, empoderamento digital e práticas pedagógicas.

    Na inscrição, o professor ou professora contará como os conteúdos sobre bem-estar digital, privacidade, ciberbullying ou outros temas que fazem parte da disciplina foram trabalhados e impactaram positivamente seus estudantes, a escola ou a comunidade. Atenção: só podem se inscrever no prêmio professores que aderiram formalmente ao projeto em 2024. Para aderir, clique aqui.

    A premiação será entregue em São Paulo, no dia 11 de fevereiro de 2025, no evento principal do Dia Mundial da Internet Segura no Brasil.

    Sobre a SaferNet

    A Safernet existe desde 2005 e tornou-se a ONG brasileira de referência na promoção dos direitos humanos na internet. Com uma abordagem multissetorial, atua no combate a crimes cibernéticos contra os Direitos Humanos, no acolhimento de vítimas de violência online e em programas de educação, prevenção e conscientização. A Safernet mantém a Central Nacional de Denúncias, conveniada ao Ministério Público Federal e o Canal de Ajuda, o Helpline, para vítimas de violência e outros problemas online. A Safernet promove o uso seguro da internet com projetos educacionais como a Disciplina de Cidadania Digital e o programa Cidadão Digital.

    Texto publicado em 9/12/2024

    Safernet Brasil
    Assessoria de Imprensa
    Marcelo Oliveira
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