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O que é ciberbullying?
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O Ciberbullying é a modalidade virtual do bullying, que e é identificado pelas intimidações repetitivas entre crianças e adolescentes, mas com características próprias, pois tem um efeito multiplicador e de grandes proporções quando acontece na web. Nessa modalidade de bullying, as tecnologias como celulares e as câmeras fotográficas, e os ambientes como as redes sociais, servem para produzir, veicular e disseminar conteúdos de insulto, humilhação e violência psicológica que provocam intimidação e constrangimento dos envolvidos.
O Ciberbullying não é um problema entre duas pessoas ou apenas entre agressores e vítimas. Uma visão sistêmica sobre o fenômeno nos ajuda a perceber e compreender suas manifestações complexas. Ele envolve as testemunhas, os apoiadores e incentivadores, além de ter sempre um contexto que pode favorecer ou prevenir que ele ocorra;
Podemos enfatizar três aspectos centrais que caracterizam tanto o Bullying quanto o Ciberbullying:
- Comportamento intencional de perturbar, intimidar e/ou agredir;
- Repetição ao longo do tempo;
- Desequilíbrio de poder;
É um problema mundial que, muitas vezes, é subestimado pelos adultos por ser encarado como uma brincadeira de crianças. Ciberbullying não é brincadeira. Só existe brincadeira quando todos os envolvidos se divertem. Quando há uma relação desigual de poder, onde uns se divertem e outros sofrem e são maltratados, então é preciso que os adultos tomem uma providência.
Para evitar que as crianças adotem essa prática entre si, é preciso educar para uma convivência respeitosa e esclarecer da seriedade desse assunto. Crianças não enxergam as proporções de seus atos com a mesma consciência que os adultos. Sua personalidade e sua moral ainda estão em formação. É importante mostrar que ciberbullying não é uma "brincadeirinha" e pode trazer consequências prejudiciais para todos: vítimas, agressores e testemunhas. Sim, quem assiste, rindo, ignorando ou ajudando a compartilhar, também participa da violência.
Bullying pode ser motivado por racismo, homofobia, xenofobia e outros tipos de discriminação. Quando isso acontece, chame-os pelo nome. Racismo é crime. Qualquer tipo de discriminação tem que ser combatida. Denuncie!
O primeiro passo para os adultos - pais, educadores e/ou tutores – é identificar se a criança em questão está sofrendo ciberbullying e isso pode ser verificado por traços e mudanças em seu comportamento.
Os principais aspectos que podem revelar que a criança ou adolescente está sendo vítima de ciberbullying são:
- mudanças repentinas no uso da Internet
- medo de compartilhar o que faz na Internet
- medo de ir para a escola e encontrar amigos
- evitar participar de atividades coletivas
- sinais incomuns de tristeza
- isolamento no intervalo da escola
Após identificar a situação, é fundamental que a vítima saiba que ela não é culpada e receba apoio emocional dos familiares, educadores e amigos. Muitos têm dificuldade para sinalizar que não estão bem e não conseguem fazer frente às agressões sofridas, por isso é tão importante o apoio, sem julgamentos, da escola, família e dos amigos.
É importante, ainda, estimular o debate sobre este tema com toda comunidade escolar e realizar atividades preventivas, como previsto na Lei 13.185 que instituiu o Programa Nacional de combate ao Bullying no Brasil. Aproveite os recursos da campanha Acabar com o bullying #ÉdaMinhaConta e os demais materiais da SaferNet para promover suas atividades.
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Estou enfrentando um problema de cyberbullying. Devo denunciar?
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Você sabia que ciberbullying pode ser denunciado e os agressores punidos quando provado ato infracional? Mas a maioria dos casos pode ser solucionado de forma mais simples, com a mediação dos conflitos ou com a remoção do conteúdo que prejudica alguém. As principais redes sociais já possuem ferramentas para denúncia e remoção de conteúdos que se enquadram nessa categoria. É simples e fácil, veja o passo a passo no Facebook, Instagram, YouTube e Twitter.
Quando não há possibilidade de identificar o autor e/ou não há espaço para resolver de forma mediada e preventiva, o caso pode ser comunicado ao Conselho Tutelar, ao Ministério Público ou à delegacia de polícia quando houver atos infracionais, como agressão moral ou física.
É importante gravar todas as mensagens e imagens ofensivas recebidas e bloquear os contatos. A vítima ou responsável legal deve fazer um boletim de ocorrência com as provas - mensagens, fotos, e-mail, n° celular da origem das agressões, endereço das páginas, perfis e publicações - para que se iniciem as investigações. Escola, família e testemunhas são corresponsáveis e podem ser responsabilizadas por omissão caso negligenciem os sinais e as consequências do ciberbullying.
A Lei 14.811/2024 altera o código penal para tipificar casos de bullying e cyberbullying como crimes. O autor da violência pode ser punido com multa ou com dois a quatro anos de prisão, se o crime for praticado por meio da internet.O texto apresenta bullying como "intimidar sistematicamente, individualmente ou em grupo, mediante violência física ou psicológica, uma ou mais pessoas, de modo intencional e repetitivo, sem motivação evidente, por meio de atos de intimidação, de humilhação ou de discriminação ou de ações verbais, morais, sexuais, sociais, psicológicas, físicas, materiais ou virtuais" (Lei 14.811/2024, Código Penal Brasileiro).
É fundamental reconhecer que o bullying e o ciberbullying são fenômenos complexos que transcendem apenas a dimensão jurídica. Por isso, mais do que pensar no aspecto punitivo, o que pode impedir o surgimento de novos casos de violência é a educação e diálogo sobre os impactos dessa violência. O trabalho de promoção de uma Internet segura e saudável depende do envolvimento de toda a sociedade para educar e orientar sobre os potenciais do uso das tecnologias, assim como sobre seus riscos.
A Safernet Brasil em parceria com o Governo do Reino Unido, desenvolveu uma Disciplina sobre Cidadania Digital com o objetivo de apoiar escolas, docentes e alunos na busca por um currículo que prepare para o uso seguro, crítico e consciente das tecnologias. O guia de aulas está totalmente em conformidade com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular e está disponível para educadores/as interessados/as em implementar esse e outros assuntos em sala de aula para estudantes do Ensino Médio: www.cidadaniadigital.org.br
Baixe nosso infográfico e saiba o que fazer
Texto atualizado em 28/05/2024
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Cinco dicas para buscar mais empatia e diálogo na internet
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Criar um ambiente na internet mais positivo e seguro é um caminho para prevenir casos de violência como o bullying nas redes e fora dela. Todo mundo pode fazer sua parte. Veja cinco dicas para transformar a internet em um espaço de diálogos saudáveis.
1. ESCUTE - Quando você ouvir algo com qual não concorde, escute e busque compreender o contexto da mensagem. Esteja aberto para o contraditório.
2. MANTENHA UMA CONVERSA RESPEITOSA - Não critique pessoas, critique argumentos. Se atenha às ideias e discuta sempre em cima do conteúdo.
3. ACEITE DISCORDÂNCIAS - Tudo bem haver diferentes pontos de vista, desde que eles não desrespeitem a dignidade de ninguém. As pessoas podem ter visões de mundo diferentes, mas lembre-se sempre que isso não dá o direito a ninguém de falar coisas que agridam outras pessoas.
4. EVITE CONFRONTO - Muitas vezes as discussões acontecem porque a outra pessoa quer te tirar do sério, causar uma briga ou criar uma polêmica. Quando você estiver em um diálogo, avalie se vale a pena insistir na discussão.
5. SEJA UM BOM EXEMPLO - A internet está cheia de exemplos de empatia e diálogo, inspire-se neles e mostre que você também se importa em tornar uma internet um lugar melhor para todo mundo.
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Nota sobre ataque na escola em Suzano
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Estudos da The American Psychological Association apontam que a busca pela notoriedade e pela fama é uma das motivações mais recorrentes dos assassinos que promovem massacres. Assim, quando a imprensa decide concentrar seus esforços em vasculhar a vida do criminoso e especular sobre suas intenções, ela está exatamente garantindo a visibilidade que o assassino normalmente busca. E não importa que ele tenha ideação suicida ou seja morto. Outro ponto crítico é mostrar os nomes dos grupos, sites, anotações, livros e demais materiais usados no planejamento dos ataques. Mostrar os detalhes sobre como acessar os conteúdos e fóruns de apologia à violência tem efeito tutorial e muito prejudicial.
A exposição massiva na imprensa é o troféu para grupos que estimulam ataques violentos na internet. E é também a chancela do legado de vida do criminoso. Assim, forma-se um círculo vicioso. Sites de projetos que defendem uma mudança na forma de relatar crimes como assassinatos em série, como o No Notoriety e oDon't Name Them, explicam bem como essa lógica funciona.
Sabemos que para um jornalista pode ser muito sedutor tentar desvendar a cabeça de um assassino em massa. Também concordamos que há uma curiosidade da audiência por detalhes de crimes bárbaros. Mas por trás de uma tragédia como Suzano há mais do que criminosos. Há vítimas que tiveram suas vidas ceifadas. Há os heróis e heroínas que evitaram que o massacre fosse ainda maior. Por que não se concentrar nessas histórias?Pais e educadores também têm um papel importante. Destacamos algumas orientações e informações para concentrarmos a atenção neste momento tão triste:
Não há um perfil definido para os atiradores- Em geral, há preparação e sinais prévios;
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As motivações são plurais e não determinadas por um único fator/episódio/aspecto isolado. Bullying, jogos violentos, grupos on-line, conflitos interpessoais e a "deep web" não transformam ninguém em um assassino, mas podem influenciar comportamentos e estimular radicalização;
Fique atento aos sinais de alerta em casa e na escola
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Reações extremas e comportamentos agressivos repentinos em situações pontuais podem ser sinal de dificuldade de regulação emocional e controle da raiva;
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Isolamento social, desconexão repentina com atividades escolares, mudança nos hábitos de sono e alimentação;
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Expressão de sentimento de perseguição e verbalização de planos de vingança (nas conversas na escola ou na Internet);
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Fascinação e obsessão por armas, publicações de fotos e vídeos com exaltação do uso de armas;
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Pesquisas excessivas na Internet sobre ataques, tragédias e conteúdos de apologia à violência;
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Glorificação de ataques e de atiradores;
A tecnologia sozinha não tem culpa
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O uso da criptografia é importante para garantir o direito à privacidade e a livre comunicação. Para o combate a crimes na internet e na chamada deep web, deve-se fortalecer mecanismos de investigação e a cooperação internacional entre autoridades.
Prevenir para proteger
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Alunos precisam ser educados para diferenciar zoeira de discriminação, intimidação e humilhação. Isso não é "mimimi", é cultura de respeito e cidadania;
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Investir em educação socioemocional é uma forma de investir em relações sociais mais saudáveis, logo mais seguras;
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Ações de acolhimento e valorização da diversidade ajudam a construir ambientes mais saudáveis;
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Crianças e adolescentes precisam de apoio para aprender a expressar suas emoções e sentimentos.
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É preciso garantir o cuidado com a saúde mental e emocional também dos educadores e profissionais das escolas;
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Capacitar professores e oferecer recursos para implementação de ações de promoção de convivência pacífica como preconizado pela Lei 13.185/2015 e na própria LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação);
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Estimular iniciativas de resolução pacífica de conflitos fortalece a solidariedade no contexto da escola.
Se for o caso, denuncie
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Crimes de incitação à violência na Internet? Acesse
www.denuncie.org.br -
Crimes de incitação à violência fora da Internet? Acesse a Sala do Cidadão do MPF
www.mpf.mp.br/sac
As redes sociais e as principais plataformas online não permitem publicação de conteúdos de apologia à violência com ameaças a alvos ou planejamento de ataques. Denuncie postagens suspeitas.
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Após tragédias como a de Suzano é muito importante criar espaços seguros para acolher o sofrimento dos sobreviventes e dos familiares. Que o triste episódio estimule a criação de mais iniciativas de promoção da cultura de paz.Atualizada em 16/03/2019




