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SaferNet quer ouvir jovens sobre o uso de IA para criação de imagens sexuais

SaferNet quer ouvir jovens sobre o uso de IA para criação de imagens sexuais
A SaferNet quer ouvir o que jovens de 16 a 21 anos de todo o Brasil pensam sobre o uso de inteligência artificial para criação de imagens sexuais. A enquete faz parte da pesquisa “Uso indevido de IA generativa: perspectivas sobre riscos e danos centrados em adolescentes”, realizada pela ONG com recursos do fundo Safe Online, gerido pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).
É garantido o anonimato dos participantes da pesquisa que assim desejarem e as respostas farão parte de um relatório para embasar recomendações sobre como prevenir que outros jovens sejam vítimas.
Para participar, basta preencher o formulário no link: https://bit.ly/enqueteIAnudes
A SaferNet quer saber dos jovens qual o grau de conhecimento eles têm sobre o uso de IA generativa para criação de imagens sexuais, se conhecem vítimas ou se já criaram esse tipo de imagem. A enquete questiona se os jovens sabem se a criação desse conteúdo é crime.
“Para entender o fenômeno das deepfakes sexuais, precisamos incluir a perspectiva dos adolescentes envolvidos no problema. Com dados e evidências, seremos capazes de propor recomendações de como podemos prevenir que outros jovens sejam vítimas, qual o papel das empresas para mitigar esses riscos e como o poder público pode adotar medidas de educação, enfrentamento e responsabilização para a questão”, afirma a diretora de projetos especiais da SaferNet, Juliana Cunha, responsável pela pesquisa.
O uso de IA generativa é um problema cada vez mais grave nas escolas do Brasil. Monitoramento realizado no âmbito do estudo da SaferNet, apresentado em outubro de 2025 mostrou que a imprensa havia registrado até então 16 casos do uso de deepfake sexuais em escolas de 10 dos 27 estados brasileiros, alcançando as cinco regiões do país.
Dentro ou fora das escolas, o problema ganhou em escala com o uso da plataforma de inteligência artificial do X para a criação dessas imagens. A plataforma não impediu a criação das deepfakes e apenas restringiu o Grok aos assinantes do X. A ausência de uma atuação mais ativa da companhia levou o MPF, a ANPD e o Ministério da Justiça a recomendarem que o X impeça a geração de conteúdos sexualizados indevidos.
Sobre a SaferNet Brasil
A Safernet completou 20 anos de existência em dezembro de 2025. Durante sua trajetória, a ONG brasileira tornou-se referência na promoção dos direitos humanos na internet. Com uma abordagem multissetorial, atua no enfrentamento aos crimes cibernéticos contra os Direitos Humanos, no acolhimento de vítimas de violência online e em programas de educação, prevenção e conscientização.
A Safernet mantém o Canal Nacional de Denúncias www.denuncie.org.br, conveniado ao Ministério Público Federal e o Canal de Ajuda, o Helpline, para o acolhimento e orientação às vítimas de violência e outros problemas online. A Safernet promove o uso seguro da internet com projetos educacionais como a Disciplina de Cidadania Digital.
Em 2024, a SaferNet destacou-se como um dos cinco hotlines que mais contribuíram globalmente para a detecção de páginas com material de abuso sexual infantil, a partir de denúncias e de busca pró-ativa com ferramentas de detecção, segundo o último relatório global do InHope, associação internacional que reune 57 canais de denúncia em 52 países.
Texto publicado em 21/02/2026
Mais informações à imprensa:
Marcelo Oliveira
Assessor de Imprensa
SaferNet Brasil
imprensa@safernet.org.br

